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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Plano para prender Alexandre de Moraes volta à tona após cerco da PF

 


 


Paulo Cappelli

Prisão de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, reavivou plano da ala ideológica para prender o ministro Alexandre de Moraes

O plano de bolsonaristas radicais para prender Alexandre de Moraes voltou à tona após a PF fechar o cerco a Mauro Cid. E pode complicar Bolsonaro e, sobretudo, pessoas próximas ao ex-presidente.
A estratégia de intervir no Tribunal Superior Eleitoral, com a subsequente prisão de Moraes, presidente da Corte, foi revelada pela coluna em janeiro. Nesta quinta (4/5), a CNN noticiou que a Polícia Federal detectou áudios nos quais Cid participa de discussão sobre golpe de Estado. No entorno do ex-presidente, há quem tema o que o coronel, preso quarta (3/5), possa falar
 caso se sinta pressionado e abandonado.

Como mostrou a coluna, a sugestão para prender Moraes partiu de representantes da ala radical bolsonarista. O assunto foi tratado no Palácio da Alvorada, a residência oficial, em meados de dezembro.

Além de militares, estavam presentes na reunião políticos da confiança de Bolsonaro filiados a dois partidos políticos: PTB e PL. A justificativa para a prisão de Moraes seria a suposta interferência do magistrado no processo eleitoral.

Bolsonaro ouviu tanto a ala radical quanto a moderada. E optou por não avançar. Primeiro porque o presidente do seu próprio partido, o PL, colocou-se contrário à medida.

Resistências internas

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto disse que, se Bolsonaro quisesse intervir no TSE, não contaria com o apoio da legenda. A resistência do dirigente em confrontar o Tribunal Superior Eleitoral foi noticiada pela coluna em dezembro.

A falta de adesão espontânea das Forças Armadas a uma tentativa de golpe emperrou de vez os ânimos de bolsonaristas radicais. A ala ideológica imaginava que, com a proximidade da posse de Lula, o Alto Comando do Exército agiria com vigor. O descontentamento da caserna com a vitória do petista, contudo, não se transformou em nenhuma ação articulada.

O anseio por um golpe enfrentou resistência até mesmo dentro da família Bolsonaro. Em 7 de dezembro, uma semana antes dessas discussões no Alvorada, Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista à coluna que a transição para o governo Lula seria pacífica. Na ocasião, ao tentar desmobilizar manifestantes, o senador foi atacado por parte do segmento radical.

Uma questão que poderá surgir é: participar da discussão de um golpe, sem de fato pô-lo em prática, configura crime? Pessoas próximas a Bolsonaro acreditam não haver irregularidade nisso.

FONTE: https://www.metropoles.com/colunas/paulo-cappelli/plano-para-prender-alexandre-de-moraes-volta-a-tona-apos-cerco-da-pf



André Mendonça, do STF, rejeita denúncia contra 200 golpistas do 8/1


Ao proferir a decisão, Mendonça disse entender "que as denúncias não apresentaram indícios suficientes de autoria e materialidade".

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça rejeitou denúncia contra 200 golpistas que participaram dos ataques em 8 de janeiro. Outras 50 pessoas tiveram as respectivas denúncias aceitas pelo ministro. Os magistrados da Corte que votaram para tornar réus os 250 acusados são: Alexandre de Moraes, relator do processo, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Luiz Edson Fachin e Rosa Weber.

Ao proferir a decisão, Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF, disse entender “que as denúncias não apresentaram indícios suficientes de autoria e materialidade dos graves delitos narrados”. O julgamento começou na última quarta-feira (3/5), no plenário virtual da Corte, e segue até segunda (8/5).

Até o momento, o STF tornou réus 300 pessoas que participaram dos ataques às sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023, sendo que 100 em uma primeira apreciação e 200 na segunda.

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/andre-mendonca-do-stf-rejeita-denuncia-contra-200-golpistas-do-8-1

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