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domingo, 9 de dezembro de 2018

Trânsito mata mais de 1,35 milhão de pessoas por ano, diz OMS

Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta última sexta-feira (7), mostra o aumento contínuo das mortes no trânsito. Pelos dados do relatório, mais de 1,35 milhão de pessoas perdem a vida todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. Os dados mais alarmantes estão na África. Para especialistas, os governos reduziram os esforços na busca por solução para o problema.

O Relatório da Situação Global da OMS sobre segurança no trânsito de 2018 destaca que as lesões causadas pelo trânsito são hoje a principal causa de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. O documento inclui informações sobre o aumento no número total de mortes e diz que as taxas de mortalidade da população mundial se estabilizaram nos últimos anos.

"Essas mortes são um preço inaceitável a pagar pela mobilidade", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Este relatório é um apelo aos governos e parceiros para que tomem medidas muito maiores para executar essas medidas”, acrescentou.

Os relatórios de status global da OMS sobre segurança no trânsito são divulgados a cada dois ou três anos e servem como ferramenta de monitoramento para a Década de Ação para Segurança Viária 2011-2020.
 
Mortes

Pelo relatório, o risco no trânsito é três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda. As taxas são mais elevadas em países da África e as mais baixas na Europa. Três regiões do mundo relataram um declínio nas taxas de mortalidade no trânsito: Américas, Europa e Pacífico Ocidental.

Os pedestres e ciclistas são responsáveis por 26% de todas as mortes no trânsito, enquanto os motociclistas e passageiros por 28%.

De acordo com o relatório, apenas 40 países, representando 1 bilhão de pessoas, implementaram pelo menos 7 ou todos os 8 padrões de segurança de veículos das Nações Unidas.
 
Investimentos

Para o fundador e diretor da Bloomberg Philanthropies e embaixador global da OMS, Michael R Bloomberg, é preciso investir mais na educação do trânsito, na prevenção e atenção à segurança nas estradas e pistas.

Segundo ele, é necessário adotar “políticas fortes” e fiscalização, repensar as estradas para que se tornem inteligentes e adotar campanhas de conscientização.

"A segurança no trânsito é uma questão que não recebe nem perto da atenção que merece. [E] é realmente uma das nossas grandes oportunidades para salvar vidas em todo o mundo", ressaltou.
 
Avanços

De acordo com o estudo, apesar do alerta, houve progressos, pois a legislação de forma geral foi aperfeiçoada, visando a redução de riscos, o excesso de velocidade e vetos à ingestão de bebida alcoólica antes da direção. Também há menção à obrigatoriedade quanto ao uso de cintos de segurança e capacetes.

Há, ainda, a citação da preocupação com os cuidados com as crianças, da adoção de infraestrutura mais segura, como calçadas e pistas exclusivas para ciclistas e motociclistas, melhores padrões de veículos, como os que exigem controle eletrônico de estabilidade e frenagem avançada e aprimoramento dos cuidados depois de uma colisão.

O relatório diz, ainda, que essas medidas contribuíram para a redução das mortes no trânsito em 48 países de renda média e alta. Porém, informa que não há dados sobre redução no total de mortes referindo-se aos países de baixa renda. Com informações da Agência Brasil.

“Vocês mataram minha irmã!”, disse irmão de vítima a policial em Milagres

Mãe de mulher morta durante tentativa de assalto a banco, que também foi mantida refém, descreveu detalhes da ação e afirmou que tiro partiu da polícia.
O filho da agricultora, irmão da vítima também feito refém na ação, afirmou a um dos policiais: “Vocês mataram minha irmã!”. Nesse momento, segundo a testemunha, o agente de segurança levou as mãos à cabeça, adotando expressão de desespero.

Edneide morava em São Paulo e aproveitou uma licença do trabalho para vir ao Ceará e passar dois meses com os pais. 

O tempo entre o desembarque e a morte, porém, foi curto demais. “Fomos buscar ela no aeroporto, e no caminho de volta, perto de Brejo Santo, a gente viu um caminhão atravessado na estrada, com um carro de cada lado da pista, e um movimento daqueles moços mascarados. Aí pensei ‘Senhor, tá tendo um assalto, tem misericórdia!’”, relembra Maria Larilda.

Segundo ela, os suspeitos pararam o carro, renderam e separam os quatro membros da família em dois veículos diferentes. A agricultora seguiu com a filha e dois bandidos em uma Hilux, enquanto o marido e o filho ficaram no automóvel pertencente ao grupo de assaltantes. Ambos os carros foram em direção ao Banco do Brasil de Milagres. De acordo com Larilda, o suspeitos tentavam tranquilizar a família, dizendo que “não queriam celular, dinheiro nem carro, nem maltratar”, apenas as levariam “numa missão”.

“Quando tava perto do banco, já vi meu menino e meu esposo, já passando mal. Os bandidos voltaram com a gente, já perto da pista, e começou o tiroteio. Senti arder, tinha farelo de pólvora, mas não vi que tinha pegado tiro na minha filha. Aí o bandido que tava do lado dela disse: ‘(A polícia) Quebrou minhas pernas e matou a mulher!’. Olhei pra ela e vi o sangue descendo, o cabelo no rosto. Ainda botei a mão no buraco saindo sangue, tirei e despejou como uma garrafa d’água derramando”, relata a mulher.

Segundo a mãe de Edneide, os suspeitos correram para um matagal, e o bandido que fez a filha de escudo, com as pernas quebradas, pediu ajuda aos demais, que não voltaram para buscá-lo. “Fiquei com a minha filha dentro do carro já morrendo, com o sangue fervendo na goela, e eu pedindo socorro, gritando, mas não apareceu ninguém. Quando meu menino se deitou no chão que a polícia começou a chegar nele, ele disse ‘Vocês mataram minha irmã!’, e o policial fez assim”, declara, replicando o gesto do agente de segurança.

Fonte: Diário do Nordeste
FOTO: ANTÔNIO RODRIGUES

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