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| Foto TV Verdes Mares/Reprodução |
Uma criança de 10 anos mobilizou diversas pessoas em busca de doar óculos para que ela possa estudar com mais tranquilidade. Ana Laura, estudante de uma escola pública em Fortaleza, escreveu uma carta na campanha Papai Noel dos Correios e pediu óculos de presente de natal.
"Querido papai noel, eu quero uns óculos de grau, por favor. É só isso, porque minha mãe não tem dinheiro. Ela já comprou pro meu irmão", diz o primeiro parágrafo da mensagem.
Sem as lentes, Laura tem dificuldade para ler e estudar, comprometendo o desenvolvimento do seu aprendizado. "Eu tenho que me aproximar mais da lousa para enxergar", diz.
A mãe da aluna, Luiziane Ferreira, está ciente do problema da filha, mas, devido às dificuldades financeiras, não tem condição de comprar os óculos de que ela precisa. "Ela está precisando, as tias [professoras] dela reclamam; eu respondo: 'Professora, não estou podendo comprar um óculos agora''."
Desde que a reportagem da TV Verdes Mares com Ana Laura foi ao ar, dezenas de pessoas se propuseram a fazer a doação de óculos à aluna.
Pelas regras da campanha, os Correios não podem divulgar telefone, endereço ou informações pessoais sobre as crianças que escrevem carta ao papai noel, mas a família de Ana Laura já recebeu mensagens de pessoas que querem presentar a aluna.
Com informações do G1 Ceará.
Condenado a 425 anos por corrupção, Sergio Cabral está a um voto de ser solto pelo STF
A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem histórico recente de desqualificar condenações a partir das investigações da Lava Jato e de soltar sentenciados, está a apenas um voto de soltar o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso desde 2016 e condenado em 23 ações a 425 anos de prisão por roubar os cofres públicos, para cumprimento de pena em regime domiciliar.
Com o julgamento retomado nessa sexta-feira (9), o ministro André Mendonça votou no plenário virtual contra a manutenção da prisão que, segundo ele, “não é razoável”. Ainda faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques.
“Ante o longo período decorrido desde o decreto de prisão e a significativa mudança das circunstâncias de fato, nota-se a insubsistência dos fundamentos que justificaram a custódia”, disse o ministro.
Em junho, o relator do caso, ministro Edson Fachin, já havia votado a favor da manutenção da prisão, e, em outubro, após ter pedido de vista, o ministro Ricardo Lewandowski abriu a divergência e votou pelo fim da prisão.
A modalidade virtual dos julgamentos não precisa de exposição oral dos ministros, mas apenas o voto acompanhando ou divergindo do relator. O placar até agora é 2 votos a 1 pela liberdade de Cabral.
Histórico
Cabral foi preso no âmbito da Operação Lava Jato, acusado de receber propina para beneficiar empresários em obras como a reforma do Maracanã e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Favelas.
Segundo informa a Agência Brasil, em 35 processos – 33 na Justiça Federal e dois na do Rio de Janeiro -, ele foi condenado em 23 ações penais federais a mais de 425 anos de prisão, mas decisões recentes do STF podem fazer com que algumas dessas condenações sejam modificadas ou anuladas.
Cabral é o único político mais conhecido denunciado na Operação Lava Jato que continua em um presídio. O ex-governador está no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
(Diário do Poder)


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