O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) repassou nesta quinta-feira (7) um total de R$ 50,7 milhões para a continuidade das obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), infraestrutura que abastece, desde 2021, a Região Metropolitana de Fortaleza. Realizada pelo Governo do Estado, a obra conta com 75,44% de execução e já recebeu, desde 2013, cerca de R$ 1,4 bilhão em investimentos da União, dos quais R$ 100,7 milhões foram repassados neste ano. Todo o projeto do CAC tem 145,2 km de extensão, compreendendo segmentos de canal a céu aberto, túneis e sifões. Além da Região Metropolitana de Fortaleza, onde vivem cerca de 4,5 milhões de pessoas, também receberão as águas do Cinturão 24 cidades localizadas entre a Barragem de Jati e a Travessia do Rio Cariús, atendendo outras 560 mil pessoas. Em fevereiro de 2021, foi inaugurado o primeiro trecho, que corresponde aos lotes 1, 2 e 5, que faz a transposição de água para o Riacho Seco, seguindo por leito natural até os rios Salgado e Jaguaribe e, por fim, ao Açude Castanhão, que posteriormente transfere água para a Região Metropolitana de Fortaleza.
“Esta é uma obra extremamente importante para garantir segurança hídrica em boa parte do estado do Ceará. O Governo Federal tem dado total prioridade para o CAC, tanto que o presidente Lula, durante a articulação da PEC da Transição, conseguiu colocar recursos de R$ 115 milhões para serem investidos no Cinturão das Águas”, destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira. “É uma estrutura que já está em funcionamento e beneficia parte da população do estado”, completa.
O empreendimento objetiva proporcionar uma distribuição espacial mais homogênea da disponibilidade hídrica no Ceará, com o intuito de aumentar o suprimento de água por meio da adução de vazões recebidas do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco para atendimento de demandas prioritárias por abastecimento humano, industrial e turístico, além de permitir a irrigação.
Quase 80% dos trabalhadores ocupados no Ceará recebem até um salário mínimo
Quatro em cada cinco pessoas ocupadas no Ceará recebem até um salário mínimo por mês. É o que indicam os dados da Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, divulgados nesta quarta-feira (6).
Os números são referentes às classes de rendimento domiciliar per capita mensal em cada uma das 27 unidades da federação e foram colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2022.
Os dados apontam que 79,5% de toda a população cearense ocupada, seja em postos de trabalho formais ou informais, recebe até um salário mínimo por mês (R$ 1.320), o que representa aproximadamente 7 milhões de pessoas no Ceará.
Isso coloca o Estado como o quinto do País com a maior fatia de trabalhadores com remuneração próxima à linha da pobreza.
Apenas Maranhão, Alagoas, Paraíba e Amazonas têm percentuais maiores de pessoas que recebem até um salário mínimo. Na outra ponta, Santa Catarina se destaca por ser o estado com a menor porcentagem da população nesta faixa salarial.


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