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domingo, 3 de dezembro de 2023

Afundamento do solo continua e Maceió segue em alerta máximo

 

Agência BrasilFoto: Géssio Passos
A velocidade vertical de afundamento do solo é de 0,7 cm por hora
No boletim mais recente, publicado às 18h, a Defesa Civil de Maceió informou que a velocidade vertical de afundamento do solo é de 0,7 cm por hora, a mesma do boletim anterior. Nas últimas 24 horas foram registrados 11,8 cm de deslocamento.

O afundamento ocorre principalmente no bairro Mutange, onde está localizada a mina número 18 de exploração de sal-gema pela empresa Braskem. A defesa civil informou que segue em alerta máximo pelo risco de colapso iminente da mina.

“Por precaução, a recomendação é clara: a população não deve transitar na área desocupada até uma nova atualização da Defesa Civil, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o perigo”, reforçou o órgão.

Na madrugada deste sábado (2), um novo abalo sísmico, com magnitude 0,89, foi registrado a 300 metros de profundidade, havia informado a defesa civil mais cedo.

O abalo foi mais intenso do que o registrado na noite de sexta-feira (1º), mas a Defesa Civil registrou uma diminuição na velocidade de afundamento de terra na mina 18, que desde a manhã passou a ser de 0,7 cm por hora. Durante a semana, o afundamento chegou a 50 cm por dia.

O problema ocorre principalmente na área do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no Mutange. Três sensores no local continuam apresentando alertas de movimentação.

Na sexta (1º), a Braskem confirmou que pode ocorrer um grande desabamento na área. É possível tambem que a área da mina se acomode e estabilize o afundamento, segundo a empresa.

Colapso

Desde o fim da semana existe a expectativa por parte dos órgãos de Defesa Civil de que a cavidade da mina 18 entre em colapso a qualquer momento. A situação é mais grave nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram nos últimos abalos sísmicos devido à movimentação da Mina 18 da Braskem.

A prefeitura de Maceió declarou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina 18, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange. O governo federal também reconheceu o estado de emergência na capital alagoana.

Em nota, a Braskem disse que continua mobilizada e monitorando a situação da mina 18, tomando as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira (28). A empresa ressalta que a região está desabitada desde 2020.

“Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.


Duas adolescentes caem de canoa e morrem afogadas em açude no interior do Ceará

 

Duas garotas morreram afogadas na tarde deste sábado (2) em açude na zona rural da cidade de Orós, no interior do Ceará. Conforme o Corpo de Bombeiros, três amigas estavam em uma canoa quando elas caíram e duas delas faleceram.

Segundo o relato de testemunhas, uma das garotas, que não sabia nadar, se agarrou a uma amiga, e as duas morreram. A mais nova entre as três conseguiu retornar até a canoa nadando e sobreviveu.

Dois mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram os corpos das vítimas às 13h45 e 14h, a uma profundidade de cerca de seis metros da superfície.

"A garota que se salvou conseguiu chamar socorro e moradores foram resgatar, mas as outras duas já tinham desaparecido dentro do açude. Muita gente comovida lá no local tentou procurar os corpos, vários moradores com canoas, mas não conseguiram", afirmam o Corpo de Bombeiro.

Os corpos foram levados até o Instituto Médico Legal, onde devem passar por uma perícia.

A Escola Manoel Leite Barbosa, onde estudaram Letícia Costa Marculino e Maria Sayonara da Silva, lamentou a "perda inesperada" das estudantes.

Com informações do G1 Ceará.

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