Morreu, nesta quinta-feira (2), o homem que ateou fogo em seu próprio corpo como forma de protesto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília, no Distrito Federal (DF). A ocorrência com a vítima de 58 anos se deu no canteiro central da Esplanada dos Ministérios na última terça-feira (31).
Segundo o portal Metrópoles, ele estava internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito nesta madrugada.
'MORTE AO XANDÃO'
Testemunhas relataram que ao atear fogo em si, o homem gritou "morte ao Xandão", em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Polícia Militar do DF (PMDF) foi acionada ao local, apagou o fogo e chamou o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
Segundo as autoridades, foram encontrados diversos papéis em possem do homem, natural de Botucatu (SP), com fotos de pessoas como Johann Georg Elser, que tentou matar o ditador nazista Adolf Hitler.
Com ele, também encontram imagens do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, além de Claus von Stauffenberg, conhecido por comandar a Operação Valquíria, montada para assassinar Hitler.
Em todas a fotos, estava escrita a frase "perdeu, mané", para referenciar o que disse o ministro Luís Roberto Barroso quando abordado por um bolsonarista em Nova York.
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Sikêra Jr. tem prisão e multa pedidas pelo MPF por crime de racismo
O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba entrou com ação penal na última segunda-feira (30) pedindo a prisão do apresentador Sikêra Jr., da RedeTV, por crime de racismo.
Segundo informações do site da revista Carta Capital, Sikêra também seria obrigado a pagar uma multa pelo delito.
Declarações em 2018
O processo é referente a um episódio de 5 de junho de 2018 do programa Cidade em Ação, da TV Arapuã, afiliada da RedeTV na Paraíba, em que Sikêra proferiu falas racistas e misóginas contra uma mulher negra custodiada pelo estado.
De acordo com informações do portal T5, foi neste programa que o apresentador disse que "mulher que não pinta a unha é 'sebosa'".
Entendimento do MPF
O MPF entendeu que Sikêra extrapolou os limites da liberdade de expressão e incitou, inflamou e propagou discurso de ódio com atos de discriminação por gênero, preconceito, exclusão e estigmatização, violentando a dignidade humana.
A conclusão do órgão é de que o apresentador praticou crime de racismo, “pois praticou discriminação e preconceito racial de gênero por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa”.
O caso foi entregue à 16ª Vara Federal na Paraíba, que vai julgá-lo, sem previsão de acordo com Sikêra. A Constituição Brasileira considera racismo um crime inafiançável e imprescritível.
Condenação por ofensas a Xuxa
No fim do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a decisão de primeira instância que condenava a RedeTV e o apresentador Sikêra Jr. por danos morais à apresentadora Xuxa Meneghel.
De acordo com a sentença do Tribunal, o valor da indenização a ser paga foi reduzido de R$ 300 mil para R$ 50 mil.
Há três anos, Sikêra fez graves acusações falsas e ofensas a Xuxa durante seu programa, dizendo que a apresentadora queria "levar crianças às travessuras, prostituição e suruba", além de dizer que "pedofilia é crime e não prescreve".
Fonte: Yahoo Notícias


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