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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Facções continuam ordenando ataques criminosos no Ceará

Apesar do forte reforço policial e transferência de líderes das organizações criminosas para presídios federais, investigação da Polícia mostra que 'soldados do crime' ainda recebem ordens para realizar ataques.

As organizações criminosas continuam ordenando ataques contra o Poder Público e a propriedade privada no Ceará, apesar da "dura" resposta dada pelo Estado nas ruas, no sistema penitenciário e nas leis. O afastamento dos principais líderes das facções, até o momento, não impediu que 'soldados do crime' colocassem a própria vida em risco para executar tiroteios, incêndios e explosões.

No 19º dia da série de ataques, ontem, três criminosos incendiaram um caminhão, dentro do galpão de uma empresa de coleta de lixo, no Eusébio; e outros dois homens armados atearam fogo em uma topic, no bairro Jangurussu, em Fortaleza, mas as chamas logo foram debeladas por populares. Com estas ocorrências, o número de ações criminosas chegou a 219.

Em contrapartida, as Forças de Segurança já capturaram 400 suspeitos de envolvimento nos crimes. Prisões recentes mostram que as facções Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) insistem em confrontar o Estado e criminosos com papel de liderança ordenam os 'soldados do crime' a executarem as ações, conforme apurado pela reportagem.

Antônio Walison Martins Rocha, o 'Gugu', de 24 anos, preso na última quinta-feira (17) por suspeita de participação na explosão de uma ponte no bairro Bela Vista, na Capital, na noite anterior, reconheceu que é simpatizante do CV, apesar de negar a autoria do crime. No aparelho celular apreendido com ele, a Polícia localizou uma conversa, em uma rede social, entre o suspeito e outro homem sobre o uso de uma granada na ação criminosa.

Francisco Gervaldo Oliveira Celestino, o 'Valdo', 20, e Renan André de Oliveira, 19, presos também no dia 17, são suspeitos de participar de ao menos dois ataques em Fortaleza: contra uma estação de máquinas do Metrofor e contra um caminhão de coleta de lixo. As apurações policiais apontam que a dupla é simpatizante da GDE no bairro Parque Santa Rosa e as ordens para o grupo criminoso deste bairro partem de um detento apelidado de 'Zé Galinha'.

Respostas

O Estado reage às investidas criminosas em três frentes (legislação, ruas e presídios) e conseguiu uma acentuada redução de crimes, durante a última semana. Com novas leis, o Governo promoveu o retorno de militares da Reserva Remunerada à Ativa e criou um sistema de recompensas em dinheiro para denunciantes de ações criminosas.

Nas ruas, mais de 800 homens de tropas federais e de outros estados estão no Ceará para enfrentar a onda violenta, e outros podem chegar. "A vinda de reforços da Força Nacional ou de outros estados vai depender do desenvolvimento, para os próximos dias, relacionado com a presença do crime organizado no território cearense e os ataques que podem cometer. A cada 12 horas, há uma avaliação do Governo e de todas as Forças de Segurança do Estado e é produzido um relatório interno, onde é feita uma análise do que aconteceu e do planejamento das próximas 12 horas. As decisões são tomadas em cima dessas informações", revelou o secretário da Casa Civil, Élcio Batista, em entrevista ao Sistema Verdes Mares na última sexta-feira (18).

No sistema penitenciário, além de endurecer as regras, o Estado adotou a transferência de lideranças criminosas para presídios federais de segurança máxima. 39 chefes do Comando Vermelho e da GDE já foram recambiados. Conforme Élcio, se as autoridades julgarem necessário, mais detentos podem tomar o mesmo rumo. O Governo Federal disponibilizou 60 vagas no sistema penitenciário federal.

(Diário do Nordeste)

Flávio Bolsonaro explica pagamento de título de R$ 1 milhão

Em entrevista ao Domingo Espetacular, senador eleito afirmou que acerto faz parte de dívida de um imóvel financiado na Caixa Econômica Federal.
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) relatou, com exclusividade ao Domingo Espetacular, da Record TV, que o pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal é referente a um apartamento que ele comprou na zona sul no Rio de Janeiro.

De acordo Flávio, inicialmente, ele fez o pagamento das parcelas do imóvel a uma construtora, mas depois quitou o restante da dívida diretamente com a Caixa, que era a responsável pelo financiamento da obra.

Ainda segundo o senador, ele vendeu o apartamento e recebeu uma quantia da transação em dinheiro. Dessa forma, ele fez 48 depósitos, sendo cada um de R$ 2 mil — limite do banco —, para a própria conta. 

Flávio disse que os depósitos foram feitos no caixa eletrônico da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) por ser o local onde ele trabalhava.

O senador afirmou que todas as transições foram declaradas.


Fabrício Queiroz

O senador eleito também destacou que o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou com Flávio quando era deputado estadual, precisa esclarecer rapidamente as movimentações atípicas identificadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Para Flávio Bolsonaro, a demora no posicionamento do ex-assessor é a principal responsável por gerar a situação.

Ele ainda negou que tenha recebido parte de salário de funcionários do próprio gabinete. "Se eu soubesse disso, mandava prender", afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

Portal R7

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