O aumento recente dos casos de Covid no Ceará acende alerta para as populações mais vulneráveis a complicações da doença. As crianças, por exemplo, já somam 1.834 casos confirmados neste ano, de acordo com o Integra SUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Do total, 1.125 são entre bebês (0 a 2 anos).
O cenário se agrava diante de outro dado: cerca de 223 mil crianças cearenses ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra o coronavírus, e outras 300 mil estão com o esquema vacinal incompleto. O alerta é de Ana Karine Borges, coordenadora de Imunização da Sesa. Foto: Thiago Gadelha
A gestora lembra que os pequenos que ainda não se vacinaram contra a Covid devem iniciar o esquema com o imunizante da Moderna, que tem esquema de duas doses; ou o da Pfizer, com esquema de três doses. No dia 29 de novembro, o Ceará recebeu apenas 8 mil doses dessas vacinas.
Para o alto número de crianças ainda não imunizadas, o quantitativo é insuficiente, e ainda não há previsão de quando chegarão novos lotes. “Mas a perspectiva é que o Ministério da Saúde possa regularizar esses envios de forma rotineira e mensal pra que a gente possa ampliar nos municípios”, reforça Ana Karine.
Na última sexta-feira (6), o Ceará recebeu 15 mil doses de vacina contra a Covid, todas do laboratório Serum, destinadas apenas ao público acima de 12 anos – 3.870 delas ficaram em Fortaleza, e o restante foi distribuído ao Interior.
3 milhões de cearenses precisarão completar ou reforçar a vacinação contra a Covid ao longo de 2025, de acordo com a Sesa, incluindo idosos, grupos prioritários e crianças. Esse é o número esperado de doses a serem enviadas pelo Governo Federal.
Para todo o Brasil, foram 1,5 milhão de doses. Segundo o órgão federal, o lote integra um montante de 8 milhões de vacinas já compradas para reabastecer o estoque brasileiro por 6 meses.
Com informações do Diário do Nordeste.
8 a cada 10 jovens estão sem trabalho e sem emprego no Ceará
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| Foto Marília Camelo / SVM |
A taxa de jovens (15 a 29 anos) que não estão estudam nem trabalham atingiu 80,4% em 2023, no Ceará, segundo dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse percentual corresponde a aproximadamente 600 mil jovens, os quais podem ser classificados como desocupados (em busca ativa por emprego) ou fora da força de trabalho (desalentados, com problemas de saúde, dedicados aos afazeres domésticos, entre outros).
Embora seja um resultado alarmante, observou-se uma redução de 10,72% em relação ao ano anterior, quando 672 mil encontravam-se nessa situação. Os dados integram a "Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024".
Com informações do Diário do Nordeste.


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