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sábado, 7 de dezembro de 2024

ALERTA VERMELHO: uso de minoxidil pode estar provocando a "síndrome de lobisomem" em bebês; entenda

 

Autoridades de saúde europeias alertaram que o uso do minoxidil, um medicamento popular usado em tratamento contra queda de cabelo, pode levar bebês a desenvolverem a “síndrome de lobisomem” (hipertricose). A condição rara provoca crescimento anormal de pelos finos no rosto e corpo.

Desde 2023, cerca de 12 casos foram relatados na Europa, incluindo um bebê na Espanha que apresentou pelos nas costas e pernas após contato indireto com o medicamento usado pelo pai.


Os bebês com “síndrome de lobisomem”

Conforme relatado pelo Centro de Farmacovigilância de Navarra, no norte da Espanha, o pai usou minoxidil para tratar a queda de cabelo e logo depois, começaram a nascer vários pelos pelo corpo de seu filho.

Quando o bebê parou de ser exposto ao medicamento, mesmo que indiretamente, o crescimento dos pelos nas costas, pernas e coxas começou a desaparecer.

Após este caso na Espanha, o Centro de Farmacovigilância encontrou mais 10 relatos semelhantes de “síndrome de lobisomem” em bebês por toda a Europa, todos relacionados ao uso de minoxidil.

Segundo o órgão de saúde, provavelmente os bebês entraram em contato com o medicamento pelo contato da pele, boca, ou cabeça de seus pais.

Em todas as crianças com a “síndrome de lobisomem”, os sintomas melhoraram quando os pais pararam de usar o remédio.

Apesar dos sintomas serem reversíveis, o órgão de saúde europeu alerta que o medicamento é forte para bebês muito pequenos e pode gerar riscos para seus corações e rins.


O que é minoxidil?

O minoxidil foi desenvolvido originalmente para tratar a hipertensão, mas notou-se que um de seus efeitos colaterais era o aumento do crescimento dos cabelos.

Desde então, ele passou a ser formulado em versões tópicas e orais para tratar diferentes tipos de alopecia (queda de cabelo) e estimular o crescimento da barba.

Entre seus efeitos colaterais, estão a coceira, pele seca, descamação do couro cabeludo e crescimento de pelos em outras partes do corpo, como orelhas, testa e buço.


O medicamento só deve ser utilizado sob orientação médica.

Fonte: NDMais via https://www.sobral24horas.com/2024/12/alerta-vermelho-uso-de-minoxidil-pode.html

ALERTA! Quatro pessoas são hospitalizadas no Ceará com suspeita de contaminação pela “doença do tatu”

Os pacientes, com idades entre 22 e 27 anos, apresentaram sintomas após participarem de uma caçada e consumirem carne de tatu.

Quatro moradores da região serrana de Parambu, no interior do Ceará, foram internados no Hospital Dr. Cícero Ferreira Filho com suspeita de contaminação pela Paracoccidioidomicose (PCM), conhecida como “doença do tatu”. Os pacientes, com idades entre 22 e 27 anos, apresentaram sintomas após participarem de uma caçada e consumirem carne de tatu.

De acordo com informações médicas, os quatro indivíduos estão aguardando transferência para hospitais especializados em Fortaleza, onde passarão por exames mais detalhados para confirmação do diagnóstico.

A Paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica causada por fungos do gênero Paracoccidioides spp.. Essa doença, considerada grave, afeta principalmente os pulmões e pode se espalhar para outros órgãos do corpo. É a principal micose sistêmica no Brasil e uma das principais causas de mortes por doenças infecciosas e parasitárias no país, especialmente em crianças e adolescentes.

A transmissão ocorre pela inalação de esporos do fungo, presentes no solo e na vegetação em regiões rurais e florestais. Não há registro de transmissão direta pelo consumo de carne de tatu, mas o animal pode ser um hospedeiro para outros micro-organismos, como o agente causador da doença de Chagas e o bacilo da lepra.

Os sintomas da PCM variam, mas geralmente incluem febre, tosse persistente, perda de peso e dificuldade respiratória. O tratamento é baseado no uso prolongado de antifúngicos e, em casos graves, pode exigir intervenções cirúrgicas para remover lesões pulmonares. Não existe vacina contra a doença.

A prática de caça e consumo de carne de tatu, além de ser crime ambiental, representa um risco significativo para a saúde, uma vez que o preparo inadequado pode expor as pessoas a diversas doenças. Especialistas recomendam evitar o consumo de carnes de caça ou, no mínimo, garantir uma higienização rigorosa antes do preparo.

A Secretaria de Saúde do Ceará acompanha o caso e destaca a importância da conscientização sobre os riscos associados ao contato com animais silvestres e à exposição em áreas endêmicas. A caça de tatus e o consumo de sua carne continuam a ser uma prática comum em algumas regiões, mesmo sendo proibidos por lei.

O caso de Parambu acende um alerta para a necessidade de reforçar campanhas de educação ambiental e de saúde, especialmente em comunidades rurais, onde o contato com o habitat natural do fungo e de outros agentes infecciosos é mais frequente.

GCmais

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