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sábado, 2 de dezembro de 2023

Escalada de casos de coronavirus no Ceará é mais grave para crianças de seis meses a um ano

 

Foto Natinho Rodrigues

O Ceará enfrenta uma nova escalada de casos de Covid-19. Os testes RT-PCR processados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen) apontaram que a taxa de positividade saiu de 12,6% no último 17 de novembro para 34,4% na última quarta-feira (29). No entanto, embora os adultos estejam positivando mais, um grupo específico tem sido afetado com mais gravidade: as crianças, especialmente as de seis meses a um ano.

Dados divulgados nesta sexta-feira (1º) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) mostraram que há um aumento de ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) — ou seja, febre, tosse e falta de ar — em bebês. Esse público também é o que está menos protegido da doença.

De acordo com a Sesa, apenas 32,1% do público dessa faixa etária está imunizado com a primeira dose da vacina, enquanto que 18,8% tomou a segunda dose e um grupo menor ainda, de 5,2%, tomou a adicional. 

A cobertura vacinal melhora à medida que a idade avança. Na faixa etária de cinco a 11 anos, 84,2% das crianças tomaram a primeira dose da vacina, 65,9% tomaram a segunda e 16,6% receberam a adicional. Já na fase da adolescência, entre 12 e 17 anos, quase o total do público (99,2%) tomou as duas primeiras doses e 47,2% tomou a terceira.

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Duas subvariantes da Ômicron inéditas no Brasil elevam casos de coronavirus no Ceará

Foto Fabiane de Paula 
Duas subvariantes descendentes da Ômicron são as responsáveis pelo crescimento de casos de Covid-19 no Ceará atualmente. Segundo sequenciamento genômico feito pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), de 47 amostras sequenciadas, a presença da subvariante JN.1 foi encontrada em 38, enquanto uma amostra sugeriu a circulação da BA.2.86.

Elas são sublinhagens da variante BA.2.86, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como "sob monitoramento" em 21 de setembro. Segundo informações da Sesa, ambas ainda não haviam sido identificadas no Brasil, apenas em outros países.

"[A BA.2.86] é uma variante que realmente não estava no nosso horizonte, mas provavelmente está associada a essa escalada tão rápida. Até porque a EG.5 (a variante Eris) não tinha se portado dessa forma no Brasil", explica o secretário executivo de vigilância em saúde da Sesa, Antonio Lima Neto, Tanta.

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