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domingo, 11 de abril de 2021

Morre de Covid corredora brasileira, Roseli Aparecida Machado que venceu a São Silvestre em 1996

 Roseli Aparecida Machado teve uma carreira memorável no atletismo. Disputou os 5.000 metros nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, mesmo ano em que se tornou a segunda brasileira a vencer a São Silvestre, mais famosa corrida de rua do Brasil.

Após contrair Covid, Machado estava na UTI e intubada há duas semanas em um hospital de Curitiba. Nesta quinta-feira (08-04-2021), não resistiu e morreu.
(..) "A CBAt registra o seu profundo pesar pela perda da Roseli e presta seus sentimentos aos familiares e amigos", lamentou a Confederação Brasileira de Atletismo, em nota.
Uma das maiores fundistas da história do país, Machado nasceu em Coronel Macedo, no interior de São Paulo, em 1968, e cresceu em Santana do Itararé (PR).
O auge de sua carreira foi em 1996. Naquele ano, além de vencer a São Silvestre (percorrendo os 15 km em 52 minutos e 32 segundos), ficou em 22º lugar nos 5.000 metros na Olimpíada de Atlanta –durante a prova, ela sofreu um pisão, que atrapalhou seu desempenho.
Como mostrou reportagem da Folha à época, a vitória na maratona brasileira foi uma mudança na vida da atleta, que dias depois já dizia estar negociando novos contratos de material esportivo.
(..) "A fama é passageira e precisamos aproveitar a boa fase para conseguir dinheiro", afirmou na ocasião.
Ex-trabalhadora rural em Santana do Itararé (que tinha à época 5.570 habitantes), ela buscava na sua infância difícil a motivação para "tentar ganhar um salário decente". Segundo dizia, por ter trabalhado na roça até os 15 anos, conhecia bem as dificuldades da luta pela sobrevivência.
Na época, Machado afirmou ainda que contusões e doenças prejudicaram o seu desempenho nos Jogos de Atlanta.
Em 1997, uma cirurgia malsucedida encerrou precocemente sua carreira no alto desempenho. Machado se formou em Educação Física e trabalhou como treinadora.
FOLHAPRESS via NOTÍCIAS AO MINUTO

Ceará sai do lockdown para toque de recolher: veja o que muda

 


A partir de segunda-feira, 12, o Ceará sai da situação de lockdown, mas segue em isolamento social e entra no período de toque de recolher durante a semana. A situação já foi adotada no Estado na segunda quinzena de fevereiro até o começo de março, antes de todo o território cearense entrar em lockdown. Nos fins de semana, o lockdown continua.

As duas medidas são estratégias de tentar controlar aglomerações para conter o Sars-Cov-2, o novo coronavírus. Elas se diferenciam pela intensidade e pelos diferentes impactos tanto para o momento epidemiológico quanto para o socioeconômico.

No lockdown, a proibição da circulação de pessoas e o funcionamento de atividades não essenciais acontece durante o dia todo. No toque de recolher, a restrição se dá em horários específicos. A partir de 12 de abril, o Ceará terá toque de recolher de 20 horas até 5 horas do dia seguinte.

Enquanto o lockdown tem efeito maior no controle da pandemia, o toque de recolher tem menor impacto econômico.

Em ambas situações, somente os serviços considerados essenciais podem funcionar sem limitações de horário. Ainda assim, devem seguir normas sanitárias como uso obrigatório de máscaras, número controlado de clientes e medição de temperatura.

O que muda no Ceará

- Haverá toque de recolher de segunda-feira a sexta-feira, 20 horas às 5 horas.

- Sábado e domingo, haverá lockdown, apenas atividades essenciais permitidas.

- Reabertura do comércio com 25% da capacidade, em horários diferenciados.

- Reabertura de restaurantes para atendimento presencial, do meio-dia até 18 horas, com 25% da capacidade.

- Reabertura das igrejas, com 10% da capacidade.

- Expansão das aulas presenciais para o ensino infantil e reabertura dos 1º e 2º anos do fundamental.

- Haverá atividades que continuarão 100% restritas.

Fonte: O Povo Online

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