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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Lockdown tem apoio da maioria dos brasileiros, aponta pesquisa

                           

A maioria dos brasileiros concorda com as medidas de isolamento social e restrição de circulação para conter a disseminação da Covid-19 no País. Isso é o que aponta pesquisa recente do Instituto DataSenado, vinculado à Secretaria de Transparência do Senado Federal.

Estudo também indica que a população tem muito medo do coronavírus; acha que a vacinação será mais rápida com a possibilidade de unidades da Federação e empresas comprarem o imunizante; e aposta em campanhas de conscientização sobre uso de máscara e distanciamento social.

Segundo os dados da pesquisa, três em cada quatro brasileiros defendem as providências tomadas para o enfrentamento ao coronavírus nos estados e municípios, como o fechamento de estabelecimentos e o toque de recolher.

O DataSenado avaliou a opinião de mil pessoas, com idades acima dos 16 anos, residentes em distintas regiões do Brasil. Para a amostra, foram realizadas entrevistas por telefone nos dias 18 e 19 de março deste ano. As perguntas do estudo têm uma estimativa de confiança de 95%, de acordo com o Instituto.

Dos entrevistados, 78% afirmaram que a circulação de pessoas em espaços públicos deve ser restrita. Contudo, o Instituto constata que não há consenso sobre o quanto a restrição deve perdurar durante o dia. Do resultado, 51% acredita que o isolamento social rígido, o chamado lockdown, deve acontecer durante o dia todo. Já 45% acham que a medida rígida deve ser vigente apenas durante parte do dia. Demais entrevistados não souberam definir ou preferiram não responder.

Apoiam as restrições do comércio 54% dos brasileiros. Da estimativa, as opiniões se dividem: 51% concordam com o fechamento parcial (aberto em apenas em algumas horas do dia); 47% defendem o fechamento total (durante o dia todo). A maioria da população acredita que tais limitações devem ser exigidas ao funcionamento de escolas (72%) e igrejas (61%).

Medo

Segundo o estudo, 64% dos brasileiros estão bastante amedrontados sobre a possibilidade de contrair o coronavírus. Na análise, o DataSenado considera que mulheres reportaram a sensação de medo com mais frequência do que homens, assim como desempregados à procura de emprego em relação aos empregados.

A maioria da população considera que há muito risco de contaminação em academias, áreas de lazer, escolas, faculdades, bancos e transporte público. Além disso, sete em cada 10 pessoas sentem que 2021 será um ano pior do que 2020, quando a pandemia chegou ao País. Brasileiros também se mostram preocupados com a crise econômica e a crise na saúde nos próximos meses.

Com informações do O Povo.

Novo decreto de Camilo Santana prorroga lockdown no Ceará; flexibilização começa dia 12 de abril

Após deliberação na tarde deste domingo (4), o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no Ceará decidiu pela prorrogação do período de isolamento social rígido no Estado, que passa a valer até 11 de abril. As informações são do Diário do Nordeste.

Com isso, apenas serviços considerados essenciais permanecem a funcionar neste período. 

Havia expectativa de que o governo do Estado divulgasse a decisão na última quinta-feira (1º), com possibilidade de anúncio do plano de retomada econômica, sinalizado pelo governador Camilo Santana no fim de março. Porém, Camilo adiou a decisão para este domingo justificando necessidade de analisar os números da pandemia por mais dias.

Em Fortaleza, o lockdown completa um mês nesta segunda (5). A medida mais restritiva foi estendida para todo o Ceará a partir de 13 de março.

Com a renovação do decreto estadual, permanecem em funcionamento no Ceará setores da indústria; construção civil; serviços de órgãos de imprensa e meios de comunicação; serviços de “drive thru” em lanchonetes e estabelecimentos congêneres; lojas de departamento que possuam, comprovadamente, setores destinados à venda de produtos alimentícios; distribuidoras e revendedoras de água e gás; empresas da área de logística, entre outros.

Os estabelecimentos considerados não essenciais, como lojas, bares e restaurantes, cinemas e teatros, por exemplo, continuam fechados. No caso do segmento de alimentação fora do lar, é permitido o serviço de delivery.

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