Ele diz que falta "coragem moral" a Barroso, para mandar andar o impeachment de ministros do STF, e "sobra ativismo político".
O presidente Jair Bolsonaro acusou o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a abertura de CPI da Covid no Senado apenas para investigar o governo federal, ignorando as múltiplas denúncias de corrupção em estados e municípios envolvendo recursos contra a pandemia.
Ele também desafiou Barroso a mostrar “coragem moral” de determinar o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do STF. “Falta coragem moral no ministro Barroso e sobra ativismo político”.
Bolsonaro ainda desafiou o magistrado afirmando que se lhe sobra “um pingo de coragem moral” que determine o prosseguimento de processos de impeachment “contra alguns dos seus colegas."
Há duas semanas, três senadores, entre eles Jorge Kajuru (Cidadania-GO) protocolaram pedido de abertura de processo de impeachment do ministro Alexandre de Morais, amparado por quase 3 milhões de assinaturas.
Barroso mandou o Senado instalar a CPI, em decisão interpretada por senadores como interferência em assuntos internos do Poder Legislativo, a pedido de senadores de partidos de oposição a Bolsonaro, horas depois de o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) haver descartado a instalação.
Bolsonaro classificou a decisão de Barroso de “uma jogadinha casada” entre senadores dde esquerda e o ministro para desgastar o governo federal. “Eles não querem saber dos bilhões desviados por alguns governadores e alguns poucos prefeitos”, observou o presidente.
(Diário do Poder)
APÓS STF INTERFERIR NO SENADO, SENADORES COBRAM CPI DA "LAVA TOGA"
Um dia após o STF obrigar o Senado Federal instalar e abrir a CPI da Covid para investigar apenas os gastos e supostas omissões do presidente Jair Bolsonaro, senadores iniciaram uma sequência de disparos de questionamentos sobre a possível abertura da CPI da Lava Toga, que investigará abusos e suposta corrupção no judiciário com venda de sentenças. Por exemplo, o líder do PSDB e vice-líder do governo no Senado, Izalci, disse não concordar com a interferência de Barroso. “Acho que o Supremo, se tivesse que tomar uma atitude, tinha que ser uma atitude de plenário. E mesmo assim, sem interferir nos Poderes”, afirmou. Em seguida alfinetou e mandou uma indireta ao STF: “Será que o Barroso vai também determinar a abertura da CPI da Lava Toga? Não sei”, questionou o senador. Vale lembra-los que foi o próprio governo Bolsonaro que atuou, nos bastidores, para barrar a CPI da Lava Toga e os pedidos de impeachment de ministros do STF.
(Revista Ceará)
(Foto: José Cruz)


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