Contrariando as pesquisas eleitorais, o empresário Eduardo Girão (PROS) foi eleito senador para os próximos oitos anos. Seu mandato começa apenas em fevereiro do próximo ano, mas o parlamentar já traça planos. Em entrevista ao Jornal da Cidade, o senador eleito atribuiu a sua vitória a um "milagre" e ao povo cearense. Dias antes do primeiro turno, Eduardo Girão anunciou o apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
"Eu não sei se isso [apoio a Bolsonaro] ajudou ou atrapalhou. Ele não é o candidato dos sonhos", comentou. Porém, segundo o empresário, "dentro dos debates, foi o único que se posicionou contra absurdos", explicou. Entre as pautas em comum, está a proibição ao aborto e drogas. Apesar disto, Eduardo Girão é contra o porte de armas para toda a sociedade, algo fervorosamente defendido pelo candidato do PSL. "Temos mais coisas em comum que divergências", emendou, garantindo que será um contraponto a projetos que o presidenciável apresentar e ele, como representante, não concordar. O empresário ainda disse ser favorável que cada um tenha sua arma em casa, mas não concorda que as pessoas tenham autorização para andar nas ruas com elas.
Eduardo Girão acredita que sua vitória representa o momento político em que o Brasil se encontra. "Estamos vivendo a ruptura com a quebra do sistema", explicou. Para renovar a política, o empresário ainda defende que candidaturas avulsas possam ser registradas, sem a necessidade de partidos.
Na eleição, foi oposição ao governador reeleito Camilo Santana (PT). Entretanto, garante que será parceiro do chefe de Estado, em prol dos interesses do povo. "Fui eleito pelo Ceará e vou o representar. Vou trazer recursos, debates, vou ser parceiro do governador", disse.
Fonte: Cnews
NORDESTINOS SOFREM ATAQUES RACISTAS NA INTERNET
O Nordeste impediu a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no domingo, levando a disputa presidencial para o segundo turno, no dia 28, contra Fernando Haddad (PT). Após o fim da apuração da urnas, a região virou alvo de mensagens preconceituosas nas redes sociais, com comparações pejorativas com a Venezuela, país mergulhado em uma profunda crise econômica. Ontem, Dia do Nordestino, houve o troco: choveram postagens em defesa da região. Em um deles, uma ilustração do famoso bando de cangaceiros de Lampião e Maria Bonita difundia a campanha virtual "Nordestinos contra Bolsonaro. Aqui ele não Passa".
"São reações normais diante desse fenômeno antipetista, dos eleitores do Bolsonaro. Não é um fenômeno novo, isso também se viu na eleição da Dilma onde se falava que o Bolsa Família, por exemplo, era uma espécie de 'compra' de votos", avaliou o cientista político Adriano Oliveira.
A difusão do preconceito pode ter consequências graves. "Qualquer que seja o eleito, se não souber atuar diante da crise pela qual o País está passando, pode haver um agravamento e resultar em uma convulsão social", alertou.
A xenofobia, no caso dos nordestinos, é uma forma de racismo e fere a Constituição. "Todas as formas de desrespeito e abuso, sejam elas sutis ou evidentes, presencialmente ou através de redes sociais, e o culpado deve ser responsabilizado", disse o advogado Deodato Ramalho, da Comissão de Direitos Humanos da OAB.
Fonte: Diário do Nordeste


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