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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Jovem cearense com tumor raro que alterou cor da pele deixa UTI e aguarda melhora para receber medicação


Foto Arquivo pessoal 
A jovem cearense Sabrina Gomes, 24 anos, que sofreu uma brusca mudança na cor da pele por conta de tumor raro, aguarda uma melhora no quadro de saúde para poder ser submetida a um remédio (que conseguiu na Justiça) que pode ajudar no tratamento dela. A medicação custa em média R$ 32 mil.

No começo de novembro, Sabrina passou por duas cirurgias por problemas causados pelo tumor. Ela saiu da UTI na última sexta-feira (8) e foi transferida para o Instituto do Câncer do Ceará.

Agora, ela é avaliada pela equipe médica para saber quando vai ter condições físicas de receber o o lutécio radiotivo, uma medicação que pode estabilizar e até eliminar o tumor. No entanto, a aplicação da medicação exige uma melhora no quadro de saúde dela.

Sabrina foi diagnosticada com um timoma, um tumor raro no tórax, que levou ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing. Juntos, os dois problemas provocaram a alteração da cor da pel, além de diversos outros problemas como hipertensão, dificuldades respiratórias, insuficiência renal e distúrbios metabólicos. Ela, inclusive, precisou abandonar os estudos após receber o diagnóstico para passar pelo tratamento.

A família espera há meses receber da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) o medicamento, que tem alto custo: em média R$ 32 mil, e ela precisa de quatro doses. 

A medicação é fabricada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares em São Paulo. Contudo, o remédio tem um prazo de validade curto, que implica no processo de aplicação.

"Dizemos que não são produtos de prateleira, então não temos em estoque. São produzidos mediante encomenda, mediante uma demanda prévia. No caso específico do Dotatato Lutécio, esse radiofármaco tem um prazo de validade de dois dias", explicou Elaine Bortoletti de Araújo, coordenadora da área de radiofarmácia do Ipen, em entrevista ao Fantástico.

"Então, dentro dessa condição de armazenamento dele, que a gente estabeleceu aqui, que é sob congelamento, esse produto se conserva por 48 horas, dois dias, e ele pode ser utilizado", complementou Elaine.

Sabrina já passou por três quimioterapias, radioterapia e cinco cirurgias - a última foi realizada no último dia 2 de novembro para desobstruir a traqueia, que estava sendo comprimida pelo tumor, impedindo a jovem de comer e dificultando a respira2ção. Atualmente, o tumor localizado no tórax está com 17 centímetros.

A esperança da família é que, além de curar a doença, o tratamento permita a Sabrina retomar alguns de seus sonhos. A jovem quer voltar a estudar e cursar Medicina. Além disso, também quer viajar de avião e ir a shows de cantores como Bruno Mars.

"A Sabrina é um exemplo de superação, de resiliência. Resiliência resume a Sabrina, porque ela é uma pessoa muito, extremamente positiva", descreveu Vanessa Ívina, prima da jovem.

Com informações do G1 Ceará.

Dormir menos do que o necessário afeta o humor e piora a ansiedade

Foto Mariia Korneeva/Shutterstock
Dormir menos horas do que o necessário não nos deixa apenas cansados no dia seguinte: a privação de sono pode aumentar a ansiedade, piorar o humor e alterar todo o funcionamento emocional. A conclusão é de um estudo publicado no periódico Psychological Bulletin, da American Psychological Association.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 50 anos de pesquisa sobre privação de sono e humor. Ao todo, a revisão sistemática incluiu 154 estudos, envolvendo 5.715 participantes. Em todos esses trabalhos, os autores interromperam o sono dos participantes por uma ou mais noites para avaliar o impacto da privação do sono no afeto positivo ou negativo, nos distúrbios gerais de humor, na reatividade emocional e nos sintomas de ansiedade e depressão.

Em alguns experimentos, os participantes foram mantidos acordados por um longo período (privação total de sono). Outros tiveram uma quantidade de sono menor do que o normal (restrição parcial) e outro grupo foi acordado periodicamente durante a noite (fragmentação constante).

Cada estudo também avaliou pelo menos uma variável relacionada à emoção após essas manipulações do período do sono — entre elas, o humor autorrelatado e a resposta dos participantes aos sintomas de depressão e ansiedade.

A nova revisão aponta evidências de que períodos de vigília prolongada, duração reduzida do sono e despertares noturnos influenciam negativamente o funcionamento emocional. Isso significa que todos os três tipos de perda de sono (privação total, parcial ou sono fragmentado) resultam em menos emoções positivas — como alegria, felicidade e contentamento — e mais sintomas de ansiedade, elevação da frequência cardíaca e preocupação.

Com informações da Agência Einstein, via O Povo

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