Segundo decisão judicial, a ausência de elementos suficientes para justificar a medida extrema de bloqueio teria ficado evidente
Gusttavo Lima já havia recebido decisão favorável com manutenção do habeas corpus que impediu a prisão dele
Os bens do cantor Gusttavo Lima foram desbloqueados pela Justiça de Pernambuco na última quarta-feira (6). O artista se tornou um dos investigados na operação Integration, que foi deflagrada no último dia 4 de setembro e tinha como alvo casas de apostas por suspeita de crimes de lavagem de dinheiro e prática de jogos ilegais.
A decisão sobre desbloqueio dos bens é do desembargador Demócrito Reinaldo Filho, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE). Na justificativa, ele citou a ausência de elementos suficientes para justificar a medida extrema de bloqueio.
Essa, inclusive, foi a segunda decisão favorável ao artista sertanejo. O Tribunal de Justiça manteve, na última terça-feira (5), habeas corpus que impediu a prisão de Gusttavo Lima.
Bens desbloqueados - A liminar, concedida em decisão do TJ-PE, determinou a liberação do bloqueio de bens da empresa Balada Eventos, cuja propriedade é de Gusttavo Lima. O magistrado avaliou o relatório final do inquérito policial que investigou a empresa por ocultação de recursos ilícitos.
Após a decisão, a defesa de Gusttavo Lima apontou que este seria "um importante passo para comprovar a integridade do cantor e a lisura de todos os contratos que firmou com empresas de apostas".
Investigações da Operação Integration - Em setembro, a Justiça de Pernambuco decretou a prisão do cantor Gusttavo Lima, no âmbito da Operação Integration. A decisão foi da juíza Andrea Calado da Cruz. O sertanejo teria dado suporte a dois foragidos em um avião.
Segundo a decisão, no retorno de uma viagem à Grécia, uma aeronave transportou Gusttavo e os suspeitos, que teriam sido deixados em outro país.
Jovem de 19 anos é morto a tiros após sair do trabalho no Ceará
De acordo com informações da Polícia Civil, o crime foi executado por um grupo armado em um carro
O jovem Fernando Honorato da Silva, de 19 anos, foi assassinado nesta quinta-feira (26) após deixar o trabalho na CEASA, em Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza. A vítima, que morava com a mãe e era descrita pela família como um jovem tranquilo e sem envolvimento com atividades criminosas, tentou escapar dos disparos correndo em direção a um carro próximo, que também foi atingido.
De acordo com informações da Polícia Civil, o crime foi executado por um grupo armado em um carro. Os homens, encapuzados, usaram duas pistolas semiautomáticas e dispararam cerca de 15 vezes contra a vítima. Segundo a polícia, Fernando já vinha sendo monitorado pelo grupo, que, durante a fuga, chegou a efetuar tiros para o alto.
Apesar de a família afirmar que o jovem levava uma vida tranquila, o histórico de Fernando inclui uma ocorrência registrada na adolescência, quando respondeu por ato infracional análogo ao crime de receptação.
A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias e motivação do crime.
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