Ministros entenderam que essa audiência só deve ser realizada caso a vítima manifeste o interesse de desistir da acusação.
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça decidiu, nesta quarta-feira (8), que mulheres que foram vítimas de violência doméstica não são obrigadas a confirmar a acusação contra o agressor em uma audiência com um juiz.
O julgamento foi acompanhado pela líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres Maria da Penha Maia Fernandes.
Os ministros entenderam que a audiência preliminar somente é necessáira caso haja manifestação do desejo da vítima de se retratar.
Os ministros analisaram um recurso apresentado pelo Ministério Público contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que entendeu ser obrigatória a designação de audiência prévia em casos da Lei Maria da Penha.
Na prática, os ministros entenderam que essa audiência só deve ser realizada caso a vítima manifeste o interesse de desistir da acusação antes da análise da denúncia.
“Dado contexto da violência doméstica, a realização de novo questionamento sobre subsistência do interesse da vítima de representar contra agressor ganha contornos mais sensíveis. É protetiva e se não há iniciativa da vítima levar conhecimento do policial ou judiciário de retratar-se deve o magistrado analisar a admissibilidade da denúncia”, afirmou o ministro relator.
Mãe se emociona e fica de joelhos em frente a banco onde filha foi assassinada, no Interior do Ceará
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| Foto Darlene Barbosa/SVM |
A mãe da professora Silvany Inácio de Souza, Cícera de Sousa Vanderlei, se emocionou e ficou de joelhos ao ver o banco onde a filha foi morta, em agosto de 2018, ser revitalizado, no Crato, no Cariri cearense. A matriarca passou pelo local na Caminha de Mulheres que acontecia no município.
Na Praça da Sé, há também uma placa em homenagem à professora. "Quando o grito de todas as mulheres soar de uma só vez, os muros que barram a liberdade feminina vão cair. Uma vida sem violência é direito de todas as mulheres", a frase escrita na placa é uma homenagem da Frente de Mulheres do Cariri. Todos os anos, a Frente caminha até o local como ato de memória a professora.
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