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quinta-feira, 9 de março de 2023

Governo Federal garante distribuição de absorventes pelo SUS

Foto Shutterstock 
O Ministério da Saúde informou nesta quantidade (8), que vai assegurar a oferta de absorventes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na população que está abaixo da linha da pobreza. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quarta-feira um decreto que cria o Programa de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual.

De acordo com o ministério, cerca de 8 milhões de pessoas serão beneficiadas pela iniciativa que prevê investimento de R$ 418 milhões por ano.

A nova política segue os critérios do Programa Bolsa Família, incluindo estudantes de baixa renda matriculados em escolas públicas, pessoas em situação de rua ou de vulnerabilidade social extrema.

Também serão atendidas pessoas em situação de privação de liberdade e que cumprem medidas socioeducativas. O ministério acrescenta que o programa, voltado a todas as pessoas que menstruam, alcançará mulheres cisgênero, homens trans, pessoas transmasculinas, pessoas não binárias e intersexo.

De acordo com Ana Nery Lima, especialista em gênero e inclusão na ONG Plan International Brasil, que promove os direitos das crianças e a igualdade para meninas, é urgente pensar em ações e políticas públicas que garantam que meninas, mulheres e pessoas que menstruam tenham acesso a condições dignas de gerenciamento do seu ciclo menstrual. “Por isso, medidas como a anunciada hoje são tão importantes para garantir a distribuição de absorventes para os públicos que convivem com a pobreza menstrual, para que consigam, minimamente, conviver com dignidade”, disse. “A dignidade menstrual também diz respeito à dignidade humana. Quando as pessoas acessam instalações e insumos seguros e eficazes para administrar sua higiene menstrual, são capazes de administrar sua menstruação com dignidade”, concluiu.

Com informações da Agência Brasil.

43% das empresas abertas em 2023 no Ceará são formadas por mulheres


Empresas constituídas por mulheres representam 43% do total de aberturas registradas neste ano no Ceará, aponta levantamento da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec). Conforme o balanço, houve um aumento de empreendedoras, seja na condição de microempreendedor ou como sócia de um negócio. Entre janeiro e fevereiro, o Ceará registrou 8.270 aberturas. Em igual período de 2022, o número foi de 8.113 negócios abertos – um crescimento de 1,93%.

A presidente da Jucec, Carolina Monteiro, comenta o aumento da participação de mulheres em empresas. “Temos mais de 186 mil mulheres titulares de empresas que conseguiram entrar na formalidade e desenvolver seu negócio através do Microempreendedor Individual (MEI), uma ferramenta criada em 2011 que facilita o caminho para a formalização”, explica a presidente.

Apesar do crescimento, Carolina reforça que é preciso ir mais além. “Podemos ir juntas nesse caminho do empreendedorismo e na conquista da nossa independência”.

Entre os setores que mais registraram o surgimento de novas empresas lideradas por mulheres no Ceará, está o de serviços, com aumento de 5,71% nos dois primeiros meses deste ano: 4.493 novos empreendimentos. Em 2022, foram abertas 4.250 novas empresas. Em segundo lugar, aparece o setor de comércio, com 2.915 novos registros, seguido da indústria, com 892 negócios.

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