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| Foto smael Soares |
A transferência de água do Açude Orós em direção à Grande Fortaleza, passando pelo Castanhão, foi iniciada na última segunda-feira (23). Parte do volume dos dois maiores açudes do Ceará deve chegar ao sistema hídrico metropolitano já a partir dessa terça-feira (24), de acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O Diário do Nordeste havia antecipado a medida no início do mês.
A operação prevê a transferência de água com vazão de até 6 mil litros por segundo (6 m³/s) para garantir o suporte necessário para atender Fortaleza e os municípios vizinhos. Reativada após 7 anos, ela foi motivada por um possível risco de desabastecimento na área.
A medida foi definida em conformidade com as definições da Operação Emergencial 2026.1 das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú. A deliberação tem participação da Cogerh, da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH), dos Comitês de Bacias Hidrográficas e outras instituições do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
O presidente da Cogerh, Yuri Castro, detalhou que a logística envolve uma estação de bombeamento em Jaguaribara, de onde a água sai do Castanhão, e percorre cerca de 200 km pelo Eixão das Águas até chegar ao Açude Pacoti, localizado no município de Pacatuba.
Embora a previsão inicial fosse para quarta-feira (25), Castro revelou que o cronograma foi antecipado devido à eficiência do sistema. “A água já está começando a chegar hoje”, afirmou o gestor nesta tarde, destacando que o fluxo começou a ser percebido em menos de 24 horas após o início da operação.
A transferência é fundamental para manter a estabilidade do sistema metropolitano, especialmente porque o baixo nível do Pacoti - atualmente com 37% do volume - compromete a vazão de água enviada para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Gavião, que abastece quase toda a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Com informações do Diário do Nordeste.
Coração de menina de 7 anos que morreu no Piauí é transplantado em bebê do Ceará
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| Foto Reprodução |
O coração de Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, que morreu após sofrer um acidente com um quadriciclo em Teresina, foi transplantado com sucesso em uma bebê natural de Parambu, no interior do Ceará. A criança, de 1 ano e 8 meses, aguardava por um órgão compatível em Fortaleza.Foto: Reprodução
Marina faleceu no último sábado (21), após dias internada em estado grave em um hospital particular da capital piauiense. O acidente ocorreu em um sítio da família. Mesmo diante da perda, os pais autorizaram a doação dos órgãos, permitindo que outras vidas fossem beneficiadas.
Diagnóstico de cardiopatia dilatada
A receptora do coração é Sophia Vitória, diagnosticada com cardiopatia dilatada em novembro de 2024. A doença compromete o funcionamento do músculo cardíaco, que se enfraquece, se dilata e passa a bombear sangue de forma ineficiente, podendo evoluir para insuficiência cardíaca.
Natural do interior cearense, a família da bebê precisou se mudar para Fortaleza para acompanhar o tratamento em unidade hospitalar de referência. A criança estava internada e dependia de um transplante com urgência. O procedimento foi realizado com sucesso e representa uma nova perspectiva para a recuperação da paciente.
A mobilização para encontrar um órgão compatível era acompanhada com expectativa pelos familiares, que aguardavam na fila de transplantes por uma oportunidade.
Coração transplantado em bebê no Ceará
Após a confirmação da morte de Marina, os pais, a empreendedora Cynara Lopes e o tabelião Aurino Rocha, autorizaram a doação dos órgãos da filha. A decisão foi comunicada publicamente pela mãe, que agradeceu as orações recebidas durante o período de internação e informou sobre a escolha da família.
Marina tinha duas irmãs mais velhas. Na despedida, parentes e amigos realizaram uma homenagem com a soltura de balões brancos.
Além do transplante cardíaco realizado na bebê cearense, outros órgãos também foram destinados a pacientes que aguardavam na fila, ampliando o alcance do gesto de solidariedade.
O caso ganhou repercussão e evidenciou a importância da doação de órgãos, especialmente em situações pediátricas, nas quais a compatibilidade é mais restrita e a espera pode ser determinante para a sobrevivência dos pacientes.
Com informações do Portal GC Mais.


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