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terça-feira, 28 de julho de 2026

Quatro homicídios no Cariri e duas mortes em acidente de trânsito no fim de semana

Alex foi morto a tiros no Crato, enquanto Carlos Henrique e Charlie morreram num acidente no Juazeiro.
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Alex foi morto a tiros no Crato, enquanto Carlos Henrique e Charlie morreram num acidente no Juazeiro.

Subiu de quatro para seis o número de mortes violentas na comparação entre os dois últimos finais de semana na região do Cariri. Neste, foram quatro homicídios e duas mortes em acidentes de trânsito com quatro corpos de Juazeiro e mais dois de Crato. Segundo levantamento feito pelo Portal M1, uma morte aconteceu ainda na noite de sexta-feira, três no sábado e mais duas neste domingo.

Por volta das 19h30min de sexta-feira Alex Feitosa de Lima, de 18 anos, que residia na Rua Diógenes Frazão (Bairro Seminário) em Crato, foi morto a tiros na Avenida Teodorico Teles. O crime aconteceu perto do Hospital São Raimundo (Bairro São Miguel) quando o jovem pilotava sua motocicleta. Ele foi atocaiado por dois homens noutra moto na qual fugiram após efetuarem cerca de dez disparos.

Aos 30 minutos da madrugada de sábado, na Rua Antonio Leite Saraiva do mesmo bairro São Miguel, o empilhador Jonh Idnei Silva Araújo, de 31 anos, o “Lili”, foi morto a tiros. Este residia no Conjunto Madre Feitosa, no bairro Barro Branco, e aparecia num único procedimento como testemunha de homicídio. Foi no dia 11 de março de 2018, na Avenida Alan Kardec (São Miguel) quando Kaio Nelson dos Santos Sousa, o “Galego” matou a tiros Carlos de Oliveira Santos Filho em virtude de “rixas antigas”.

Já às 14h30min o frentista Cícero Ramon dos Santos Cruz, de 29 anos, foi morto a tiros. Ele residia na Rua Árvore de Natal (Frei Damião), onde dois homens chegaram numa moto e invadiram o imóvel. Ao se depararem com o jovem, um deles passou a efetuar os disparos e a vítima morreu dentro de casa. Ramon não respondia procedimentos criminais

Nove horas depois, ainda no sábado na Rua Farias Brito em frente à Capela de Nossa Senhora das Graças (Romeirão), outro homem foi morto dentro de casa, onde Manoel Messias de Lima, de 48 anos, estaria bebendo com alguém supostamente uma mulher. Vizinhos ouviram gritos e, no imóvel, já o encontraram sem vida apresentando profunda facada no peito esquerdo. Além disso, lesões nos braços e a casa suja de sangue. Também não respondia crimes.

Às 23 horas de domingo houve acidente com moto na Avenida Leandro Bezerra (São José) em Juazeiro. No local, morreram o autônomo Carlos Henrique da Silva Rodrigues, de 23, e Charlie Carvalho Oliveira, de 22 anos, que residiam na Rua Padre Anchieta (Bairro Muriti) em Crato. Eles trafegavam em trecho do anel viário quando o condutor do veículo bateu num poste chegando a 22 mortes em acidentes de trânsito este ano no Juazeiro ou 52% em relação às 42 registradas ano passado.

Metade dos municípios do Ceará não tem órgão de trânsito

Foto: Reinaldo Jorge.
Das 184 cidades do Ceará, metade não possui um órgão municipal de trânsito. O departamento executivo é responsável por sinalizar, fiscalizar, aplicar penalidades e educar a população. A ausência do serviço eleva o risco para acidentes, mortes e crimes, enquanto sobrecarrega o sistema de saúde e outras instituições públicas.

Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determinar, desde 1998, que todas as localidades devem municipalizar o setor por meio da integração ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), somente 92 municípios do Estado (listados abaixo) dispõem do dispositivo ou deram entrada ao processo de adesão, conforme dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) deste mês.

Como consequência, o mesmo número de cidades carece de autarquia que fiscalize e garanta a aplicação das leis de trânsito. A situação não é exclusiva do Ceará: cerca de 62,6% dos municípios brasileiros não possuem o equipamento, conforme a Pasta federal.

Sem supervisão, aumentam as chances de os condutores cometerem infrações, como dirigir sem habilitação, sob efeito de álcool ou sem capacete. É o que analisa ao Diário do Nordeste o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), André Tabosa, coordenador auxiliar do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (CAODPP).

Com informações do Diário do Nordeste.

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