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| Foto Thiago Gadelha/ SVM |
O Ceará consolidou sua presença entre os estados que mais expandem a geração de energia solar no Brasil. Levantamento da Solfácil, com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostra que o estado ocupa a 9ª posição no ranking nacional de novas instalações de energia solar distribuída, após registrar cerca de 33 mil novos sistemas nos últimos 12 meses.
Com esse desempenho, o Ceará ultrapassou a marca de 149 mil sistemas de geração solar em operação.
O avanço acompanha o crescimento da geração distribuída em todo o país. Até maio de 2026, o Brasil alcançou 4,439 milhões de sistemas de energia solar instalados, com 297 mil novas conexões registradas apenas nos cinco primeiros meses do ano.
Os dados reforçam a consolidação da energia solar como uma das principais alternativas para reduzir os custos com eletricidade em residências, propriedades rurais e empresas.
As residências continuam liderando a expansão da geração distribuída no país. Segundo o levantamento, 84% dos sistemas instalados pertencem ao segmento residencial, o maior percentual da série histórica. Os consumidores rurais representam 6% das instalações, enquanto o setor comercial responde por 5%. Já os segmentos industrial e de poder público concentram, juntos, os 5% restantes.
Para o CEO e fundador da Solfácil, Fabio Carrara, o mercado brasileiro de energia solar atingiu um novo estágio de maturidade. Segundo ele, a tecnologia deixou de ser uma solução restrita a um grupo específico de consumidores e passou a integrar a realidade de milhões de brasileiros.
“O mercado de energia solar já atingiu um estágio de maturidade no Brasil. Hoje, a tecnologia deixou de ser uma alternativa para um grupo específico de consumidores e passou a fazer parte da realidade de milhões de brasileiros. O próximo grande movimento do setor será a expansão das soluções de armazenamento de energia, como baterias, que aumentam a autonomia dos consumidores e tornam os sistemas ainda mais eficientes e resilientes, além da ampliação do acesso ao financiamento para reduzir as barreiras e permitir que mais famílias e empresas gerem a própria energia”, afirmou.
A expectativa do setor é que a combinação entre financiamento, avanço tecnológico e soluções de armazenamento impulsione uma nova fase de crescimento da energia solar distribuída no Brasil, ampliando a participação da fonte na matriz energética e fortalecendo a autonomia dos consumidores.
Com informações do Site Opinião CE.
Ceará escapa com pescado, mel e coco, mas calçados serão taxados pelo novo tarifaço
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| Foto Isanelle Nascimento/Diário do Nordeste |
A confirmação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos tem o potencial de afetar as vendas de 3 mil itens. Apesar da lista com quase 2,2 mil produtos isentos que inclui boa parte da pauta exportadora cearense ao país, como pescado, mel e coco, o setor de calçados será impactado, o que influencia diretamente uma das principais indústrias do Ceará.
Os calçados estão entre os três principais produtos vendidos pelo Ceará ao Exterior. Eles perdem apenas para produtos siderúrgicos (ferro e aço) e, por vezes, alternam a segunda posição com o setor de frutas.
Entre os setores que foram isentos, destaque para as exportações de mel natural orgânico, pescados, frutas, ceras vegetais (como cera de carnaúba), água de coco, castanhas de caju, mercados em que empresas cearenses possuem clientes naquele país.
A imposição ocorre após a conclusão de uma investigação comercial conduzida por um ano pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da legislação comercial americana.
Para pedir a taxação, os estadunidenses citaram concorrência desleal a empresas americanas por conta do Pix, taxas protecionistas, acesso ao mercado de etanol, falta de defesa da propriedade intelectual de empresas (pirataria), corrupção e desmatamento ilegal.
Para Karina Frota, gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN-Fiec), esse é mais um momento que exige cautela no intercâmbio comercial e o efeito prático da taxação é a desaceleração da competitividade da indústria nacional.
Para a especialista em negócios internacionais, é indispensável acelerar as negociações diplomáticas entre o governo do Brasil e o dos Estados Unidos. Principalmente pelo fato de os norte-americanos continuarem sendo o principal parceiro comercial cearense.
"A tarifa adicional de 25% posiciona o Brasil em desvantagem em relação a outros países que também fornecem produtos aos Estados Unidos. Para o Ceará, o setor de calçados é um dos setores que foram inseridos na tarifa adicional. É relevante estudar novos mercados e seguir com as negociações", pontua.
Com informações do O Povo.


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