
Uma mulher de 23 anos voltou a ser presa por homicídio no Ceará. Francisca Erivanda da Silva Alcântara foi detida em flagrante na última sexta-feira (10), suspeita de matar o companheiro, Francisco José Rodrigues da Silva, de 39 anos, na zona rural de Ipu. No sábado (11), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
De acordo com a decisão judicial, a vítima foi encontrada com sinais de violência dentro da residência onde morava com a suspeita. Policiais localizaram Francisca Erivanda poucas horas após o crime, no centro de Ipu, e a conduziram à delegacia, onde ela foi autuada por homicídio doloso.
Ao decretar a prisão preventiva, o magistrado destacou depoimentos de testemunhas sobre uma discussão entre o casal durante a madrugada, além de elementos da perícia que apontam que fios de cabelo encontrados na cena do crime pertenciam à investigada. A Justiça também considerou que ela era a única pessoa que estava com a vítima na noite do crime.
A decisão ainda menciona que Francisca Erivanda responde a outro processo por homicídio, referente à morte do então marido, William Pereira do Nascimento, em 2021. Segundo o magistrado, o caso apresenta “idêntico modus operandi”, com uso de arma branca. Ela havia sido presa em flagrante na época, mas foi colocada em liberdade dois dias depois, mediante medidas cautelares.
Além disso, a Justiça destacou que a acusada descumpriu as condições impostas no processo anterior ao mudar de endereço sem comunicar o Judiciário, passando a ser considerada foragida naquele caso. Francisca Erivanda também possui antecedentes por lesão corporal no contexto de violência doméstica, desacato e resistência.
https://www.newscariri.com.br/2026/07/mulher-acusada-de-matar-marido-em-2021-volta-a-ser-presa-por-morte-de-novo-companheiro-no-ceara
STF bloqueia R$ 6,1 milhões em bens de Eduardo Cunha por suspeita de direcionar emendas sem mandato
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6.150.378 em bens do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A decisão, que teve o sigilo levantado neste domingo (12), foi tomada no âmbito da Operação Transparência, que investiga supostas irregularidades na indicação de emendas parlamentares.
Segundo a decisão, Eduardo Cunha é suspeito de ter direcionado pelo menos 21 emendas da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem exercer mandato parlamentar. Para Dino, há indícios de que as indicações foram registradas de forma fraudulenta para ocultar o verdadeiro responsável pela destinação dos recursos.
A investigação da Polícia Federal aponta que mensagens e planilhas encontradas no celular da servidora da Câmara Mariangela Fialek, conhecida como “Tuca”, indicam a existência de um esquema de direcionamento de emendas comandado pelo ex-deputado. Dino também relacionou o caso às investigações que resultaram no bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Na decisão, o ministro afirmou que o uso de pessoas sem mandato para influenciar a destinação de recursos públicos representa uma grave distorção do sistema de emendas parlamentares e pode configurar o crime de peculato-desvio. Além do bloqueio de bens, Dino suspendeu a execução das despesas vinculadas às emendas investigadas e determinou que Câmara dos Deputados, Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria-Geral da União (CGU) adotem medidas para cumprir a decisão.
Em nota, a defesa de Eduardo Cunha negou qualquer irregularidade, afirmou que o ex-deputado não foi ouvido nem intimado no processo e rejeitou a interpretação de que sua atuação política possa ser equiparada ao exercício irregular de mandato parlamentar.

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