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| Foto Divulgação |
Mais da metade das mulheres brasileiras (54%), o que representa cerca de 47,7 milhões de pessoas, afirmam já ter sofrido algum tipo de violência doméstica prevista na Lei Maria da Penha. Em contrapartida, apenas 11% dos homens (cerca de 9,5 milhões) admitem terem cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras, revelando um profundo abismo entre a percepção das vítimas e o reconhecimento dos agressores.
Os dados fazem parte da pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: Percepção da Sociedade Brasileira, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber, que ouviu 1.500 pessoas (mulheres e homens) com 16 anos ou mais em todas as regiões do país, em alusão às duas décadas da legislação que serão completadas em 7 de agosto.
O estudo destaca que muitas agressões ainda são naturalizadas. Quando questionadas de forma geral se já haviam sofrido violência de um parceiro, 34% das mulheres responderam positivamente. No entanto, esse número salta para 54% quando as cinco formas de violência tipificadas pela lei são apresentadas nominalmente.
Entre as modalidades relatadas, a violência psicológica é a mais frequente, atingindo 42% das entrevistadas, seguida pela física (25%), moral (29%), sexual (10%) e patrimonial (9%).
Embora a maioria das mulheres reconheça que a lei cobre violência física (88%), há um desconhecimento significativo sobre as outras formas: apenas 46% sabem da proteção contra a violência patrimonial, e apenas 39% conhecem todos os cinco tipos de violência amparados pela legislação.
Além disso, 88% das vítimas indicam que a violência foi praticada por parceiros ou ex-parceiros.
Apesar do amplo reconhecimento da Lei Maria da Penha — associada à proteção por 73% das entrevistadas — existem barreiras estruturais que impedem o rompimento do ciclo de abuso. Entre os maiores obstáculos para acionar as autoridades estão o medo de represálias ou a falta de proteção (68%), a sensação de impunidade dos agressores (56%) e a lentidão da Justiça (39%).
A percepção de ineficácia do sistema é ampla: 80% das mulheres avaliam que a legislação não funciona na prática como deveria, e apenas 41% consideram que as forças de segurança estão preparadas para fazer um atendimento adequado.
Diante desse cenário, 82% — o equivalente a cerca de 72,4 milhões de brasileiras — acreditam que a lei, isoladamente, não é o suficiente para resolver o problema, exigindo mudanças culturais e ações articuladas do Estado.
Com informações do Ceará Agora.
Ceará realiza os dois primeiros transplantes cardíacos pediátricos da história
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| Foto:Divulgação / Tânia Mara Coelho |
A secretária de Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, compartilhou nas redes sociais, nessa última segunda-feira (27), que o Hospital Universitário do Ceará (HUC), em menos de duas semanas, realizou seus dois primeiros transplantes cardíacos pediátricos.
Segundo a gestora, os dois procedimentos representam um “marco histórico para a saúde pública do Ceará”.
O primeiro procedimento aconteceu na última quarta-feira (22), em uma criança de 1 ano e 1 mês. O segundo foi realizado neste domingo (26), em um bebê de apenas 1 mês e 8 dias.
“Ambos seguem em recuperação, acompanhados por equipes multiprofissionais especializadas”, informou a secretária, por meio de publicação no Instagram.
Tânia disse ainda que o feito consolida o HUC como referência em alta complexidade, fortalece a rede pública estadual e reforça uma mensagem essencial: a doação de órgãos salva vidas.
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
Neste ano, o Ceará já realizou mais de 840 transplantes de órgãos e tecidos, o que amplia oportunidades de tratamento e de qualidade de vida para centenas de pessoas, de acordo com a secretária.
“Diga “sim” à doação de órgãos. Esse gesto de solidariedade transforma histórias e torna possível que mais crianças tenham a oportunidade de crescer ao lado de suas famílias. Nossa gratidão e respeito às famílias que, mesmo em meio à dor, disseram “sim” à doação e tornaram esses transplantes possíveis”, refletiu Tânia.
Com informações do Diário do Nordeste.


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