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sábado, 25 de julho de 2026

Brasil reduz insegurança alimentar grave para 0,6% da população

 


Foto Fabiene de Paula
O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, de acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (SOFI), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o levantamento, no triênio 2023-2025, o país manteve o percentual da população em situação de subnutrição abaixo de 2,5%, índice utilizado pela FAO como referência para classificar os países que estão fora do Mapa da Fome.

Esta é a segunda vez que o Brasil alcança esse resultado. A primeira ocorreu em 2013 e, mais recentemente, em 2025, com base nos dados referentes ao triênio 2022-2024. Antes disso, entre 2020 e 2022, o percentual de brasileiros em situação de fome havia chegado a 3,5%.
Insegurança alimentar grave atinge menor nível da série

O relatório também mostra que a insegurança alimentar severa continua em queda no país. Em 2025, 0,6% da população brasileira — cerca de 1,2 milhão de pessoas — estava nessa condição, o menor índice da série histórica.

Na Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES), a insegurança alimentar severa corresponde às situações em que as pessoas enfrentam falta de alimentos, passam fome e, nos casos mais extremos, chegam a ficar um dia inteiro ou mais sem comer, comprometendo a saúde e o bem-estar.

Mais brasileiros conseguem manter alimentação saudável

Outro indicador que apresentou melhora foi o acesso à alimentação saudável. Em 2025, 21,1% da população brasileira, o equivalente a 44,8 milhões de pessoas, não tinha condições financeiras de manter uma dieta considerada saudável.

Apesar de ainda representar um contingente elevado, o percentual é inferior ao registrado nos anos anteriores. O pior cenário da série histórica ocorreu em 2021, quando 31,1% da população — cerca de 65,3 milhões de brasileiros — não conseguia arcar com uma alimentação adequada.

Na comparação entre 2021 e 2025, aproximadamente 20,5 milhões de pessoas passaram a ter condições de custear uma dieta saudável, segundo os dados da FAO.

Com informações do Ceará Agora

Ceará tem 147 municípios em situação crítica por focos de calor

Foto Fco Fontenele 
Quase 80% dos municípios cearenses possuem alta densidade de focos de calor, conforme plataforma lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta última quinta-feira, 23.

Intitulada "Painel Crianças e Meio Ambiente", a ferramenta pesquisou indicadores ambientais em mais de 5,5 mil cidades brasileiras, e no Ceará, apontou 147 cidades em situação de urgência para focos de calor.

Para obter esse dado, o Unicef realizou a proporção entre a quantidade de focos de calor presente nos municípios cearenses e suas populações totais, e comparou os resultados de cada local com os de outras cidades similares em tamanho e número de habitantes.

Essa comparação originou uma para cada , com os municípios muito acima dela sendo considerados de e os que ficaram abaixo, .

Confira a classificação de cada município cearense de acordo com o painel

O especialista em mudanças climáticas do Unicef, Danilo Moura, explica que boa parte desses focos de calor são representados por queimadas, em especial as geradas pelo ser humano.

Junto ao óbvio aumento da temperatura na região onde acontecem, essas queimadas acarretam prejuízos como a degradação do solo, vegetações e deterioração da qualidade do ar.

"Densidade de foco de calor é um indicador que mede basicamente queimadas. A queimada é um dos fatores determinante da baixa qualidade do ar no Brasil. Esse indicador está medindo o quanto que esse municípo, comparado com municípios parecidos com ele, tem mais focos de calor do que se esperaria para aquele perfil de município", afirma Moura.

Com informações do O Povo.

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