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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ceará tem 3 cidades entre as 10 mais violentas do Brasil em 2025

 


Foto Polícia Militar do Ceará/ Divulgação 
 

O Ceará tem três das dez cidades mais violentas do Brasil, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23), com dados referentes ao ano de 2025. No estado estão o 1º e o 3º municípios mais violentos do país, respectivamente Maranguape e Maracanaú. A cidade de Caucaia ficou em 7º lugar no ranking nacional.Foto: Saulo Roberto/ SVM.

É o segundo ano seguido que as três cidades aparecem no estudo como as três mais violentas do estado e na lista das cidades mais violentas do Brasil com mais de 100 mil habitantes. As três cidades ficam na Região Metropolitana de Fortaleza e são vizinhas entre si.

Com cerca de 105 mil habitantes, Maranguape volta ao primeiro lugar do ranking como o município com maior taxa de homicídios do Brasil. Em 2025, a cidade registrou uma taxa de 100,03 mortes a cada 100 mil habitantes, a maior entre os municípios pesquisados (e a única com uma taxa superior a 100). Em 2024, a cidade tinha uma taxa de 79,9 mortes por 100 mil habitantes. Um crescimento de 25,1%.

Com 234 mil habitantes, Maracanaú registrou uma taxa de 80,7 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2025, um número 17% maior que em 2024, quando a taxa foi de 68,5 homicídios a cada 100 mil habitantes. Com o crescimento expressivo, a cidade saiu do 9º lugar entre as mais violentas do Brasil, no ranking de 2024, para o 3º lugar em 2025.

Com 355 mil habitantes, o município de Caucaia registrou uma leve redução na taxa de mortes a cada 100 mil habitantes: 66,6 mortes em 2025 contra 68,9 em 2024. Neste caso, houve uma redução de 3,3%. Apesar disso, Caucaia acabou subindo no ranking nacional, indo da 8ª para a 7ª posição.

Com informações do G1 Ceará.

Governo lança Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões para proteger exportações; empresas do Ceará estão entre as beneficiadas

Foto Adece/Divulgação.
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (22), uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, que disponibilizará R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A iniciativa busca preservar empregos, manter a competitividade das exportações brasileiras e reduzir os impactos das medidas adotadas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

No Ceará, o programa beneficia especialmente empresas do setor calçadista, um dos segmentos mais expostos ao mercado norte-americano, além de outras atividades voltadas ao comércio exterior.

Do total de recursos, R$ 13,5 bilhões serão aportados pelo Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os financiamentos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além da abertura e prospecção de novos mercados internacionais.

A medida provisória que amplia o programa já foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será encaminhada ao Congresso Nacional. O texto autoriza a utilização conjunta de recursos do Tesouro Nacional e do BNDES para viabilizar as operações de crédito.

Pela proposta, caberá ao BNDES elaborar o plano de aplicação dos recursos, que será submetido à avaliação de um conselho interministerial. O objetivo é direcionar os financiamentos de acordo com o grau de impacto sofrido por cada setor e sua importância para a economia e para a balança comercial brasileira.

Também nesta quarta-feira, Lula sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória nº 1.345, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Durante a tramitação no Congresso, o alcance da iniciativa foi ampliado para incluir exportadores dos setores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades.

A expectativa é que a nova etapa do programa fortaleça a capacidade das empresas brasileiras de enfrentar as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, garantindo a manutenção das exportações, dos investimentos e dos empregos em setores estratégicos da economia nacional e do Ceará.

Com informações do Ceará Agora.

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