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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Escorpiões são mais letais do que nunca no Brasil

 


Foto Nelson Almeida / AFP
Apenas algumas pequenas pinças separam os trabalhadores do Instituto Butantan do animal mais letal do Brasil, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), responsável por cada vez mais mortes no País.

A perda de seu hábitat natural nas florestas, a expansão das cidades brasileiras e invernos cada vez mais quentes transformaram este aracnídeo venenoso em um problema crescente para as autoridades de Saúde.

“Como o meio está mais quente, o metabolismo desses animais também está mais quente. Então eles estão mais ativos, estão consumindo mais alimento, estão se reproduzindo mais (....) e acabam acontecendo mais acidentes”, explica à AFP Thiago Chiariello, coordenador de produção de soro antiescorpiônico no centro de pesquisa estadual.

De seu laboratório em São Paulo, onde centenas de escorpiões vivem confinados em terrários e caixas de plástico, o Instituto Butantan fornece antídoto a todo o país, de 212 milhões de habitantes.

Pequenos, adaptados às cidades e capazes de se reproduzir sem machos, estes aracnídeos superaram as cobras na lista de mortes por acidentes com animais venenosos.

Em 2019, os répteis provocaram 155 mortes em comparação com 95 dos escorpiões, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2023, o ranking se inverteu e o pequeno e escuro ferrão dos escorpiões causou 152 mortes, 12 a mais do que as cobras.

“O escorpião tem uma distribuição mais ampla, uma distribuição mais ostensiva” do que as cobras, aponta Paulo Goldoni, biólogo do Butantan.

Sem predador

Ao contrário de outros animais, os escorpiões prosperaram com o crescimento das cidades brasileiras, em detrimento da natureza.

“As cidades estão crescendo desgovernadamente e a gente tem uma perda dos principais predadores desses animais. Então existem diversas aves, lagartixas, sapos, gambás, que na natureza comeriam escorpiões, (...) mas na cidade esses animais não se aproximam”, explica Chiariello.

Com informações do Site AFP, via O Povo.

Ceará criou de mais de 24 mil novas matrículas do programa Escola em Tempo Integral

Foto Ceará Agora 
O estado do Ceará e seus 184 municípios pactuaram a criação de 24.564 novas matrículas do programa Escola em Tempo Integral ofertadas pelo Ministério da Educação. Ao todo, foram 6.492 matrículas pactuadas na rede estadual e 18.072 matrículas na rede municipal.

Este é o segundo ciclo de adesão e pactuação de estados e municípios ao programa Escola em Tempo Integral. Do total de 1.016.162 matrículas ofertadas pelo MEC para o período de 2024 a 2025, 792.785 foram pactuadas no país, representando um aumento de 4% em relação ao ciclo anterior, de 2023 a 2024.

Todos os estados, o Distrito Federal e 4.851 redes municipais do Brasil, o que representa 87,2%, pactuaram matrículas de tempo integral no segundo ciclo do programa.

Redistribuição de vagas

A partir desta semana os entes federativos que pactuaram as matrículas ofertadas pelo MEC e manifestaram interesse em participar da sua redistribuição devem retornar ao Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec) para conferir a nova oferta de vagas.

Ao todo, 4.263 secretarias de educação manifestaram interesse em participar dessa próxima etapa do programa. As matrículas redistribuídas são aquelas que foram ofertadas, mas não pactuadas por estados e municípios, por isso são novamente disponibilizadas para pactuação por outros estados e municípios. Essa fase se encerrará na próxima sexta-feira, 8 de novembro, às 17h (horário de Brasília).

Repasses

A transferência da primeira parcela dos investimentos previstos pelo MEC acontecerá após o defeso eleitoral, até 31 de dezembro deste ano. A declaração de matrículas por parte das redes de ensino deverá acontecer entre 13 de janeiro e 9 de maio de 2025. A segunda parcela será paga até 30 de junho do próximo ano.

Com informações do Ceará Agora

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