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sexta-feira, 8 de julho de 2022

Violência provoca 1 a cada 5 mortes ligadas ao consumo de álcool no Ceará

 


Consumir bebida alcoólica de forma abusiva é visto por muitos como problema individual, mas os riscos são coletivos. O Ceará é o 6º do Brasil com maior taxa de mortes atribuíveis ao álcool – e violência interpessoal e acidentes de trânsito são as principais causas.

O Estado teve, no primeiro ano da pandemia, 36,6 mortes ligadas ao uso de álcool a cada 100 mil habitantes, uma taxa acima da nacional (31,5). Os dados são da pesquisa Álcool e a Saúde dos Brasileiros 2022, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

Kae Leopoldo, psicólogo e pesquisador do Cisa, explica que esses óbitos se dividem entre parcial ou totalmente atribuíveis ao álcool – ou seja, mortes que aconteceriam (câncer, acidentes de trânsito etc.) ou que não aconteceriam (doenças) se a substância não existisse.

“No Ceará, essas mortes estão acima da média nacional. É um sinal de alerta, porque é um dos estados que puxa pra cima os dados nacionais de mortes atribuíveis ao álcool. E houve um aumento considerável de 2019 pra 2020”, observa o especialista.

OMS aponta alta de 77% em uma semana nos casos de varíola do macaco

 


A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta quinta-feira (7) que o número de casos de varíola do macaco aumentou 77% em uma semana no planeta e foram notificadas duas mortes provocadas pela doença no período, o que eleva a três o total de óbitos desde o início do surto, em maio deste ano.

Ao todo, foram registrados 6.027 diagnósticos positivos em 59 países, conforme aponta boletim epidemiológico apresentado hoje pela OMS. Desses casos, 4.920 foram detectados na Europa, segundo o mesmo documento. Nos últimos sete dias, de acordo com o boletim epidemiológico, mais nove países confirmaram diagnósticos positivos de varíola do macaco.

Cerca de dez países que já tinham notificado algum caso estão há 21 dias sem reportar nenhuma infecção. Se o sistema de vigilância sanitária estiver funcionando bem nessas nações, isso poderá significar que elas estão livres dessa doença, já que o período máximo de incubação é de três semanas.

Esse surto preocupa, especialmente, porque é a primeira vez que a varíola do macaco, que se dissemina pelo contato íntimo ou muito próximo, aconteceu fora das regiões da África Ocidental ou África Central, onde é endêmica. Segundo a OMS, 73% dos casos globais correspondem a homens, com idade média de 37 anos. A OMS anunciou que convocou seu Comitê de Emergência para o próximo dia 18.

O objetivo do grupo será analisar a evolução da varíola do macaco e sua propagação. Além disso, haverá definição se será mantido o risco "moderado" de classificação para a doença, que foi determinado em 27 de junho, ou se será declarada uma emergência sanitária global, como aconteceu com a Covid-19.

De acordo com o monitoramento em tempo real da iniciativa Global.health, que reúne pesquisadores de universidades como Harvard e Oxford, o número de infectados no mundo supera 7.400 pessoas.

Fonte: R7

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