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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Moradora é a 19ª vítima fatal em ação policial no Complexo do Alemão



A morte de uma moradora na manhã desta sexta-feira, 22, fez com que o número de mortos no Complexo do Alemão (RJ) subisse para 19, segundo informações da TV Globo e da CNN Brasil.

Solange Mendes tinha 49 anos de idade e morreu após ser baleada. O caso gera conflito de versões entre moradores da comunidade e da Polícia Militar do Estado.

À TV Globo, testemunhas disseram que Solange foi atingida por um policial. Uma delas chegou a dizer que PMs chegaram a cobrir o rosto da moradora ao retirá-la do local dos fatos. "Eles [PMs] tamparam o rosto dela, enrolaram o rosto dela com uma roupa deles mesmos para nem saber quem é. Um dos policiais ainda gritou que era moradora, mas como grita que é moradora e não mostra quem é?", questiona uma testemunha.

A corporação, entretanto, nega essa versão. Em nota, a PM do Rio menciona que a base da UPP de Nova Brasília, localizada na comunidade, foi alvo de criminosos nesta sexta-feira, mas que não houve revide por parte dos policiais. "Não houve confronto envolvendo os policiais militares que estavam no local", diz a nota. "Após cessar o ataque criminoso, uma mulher foi encontrada ferida e foi socorrida pelos policiais militares para o Hospital Estadual Getúlio Vargas".

Até essa quinta-feira, 21, eram 18 mortos após operação policial no Alemão. Segundo a polícia, 16 dos mortos eram suspeitos de envolvimento com o crime, mas também foram mortos o cabo da PM Bruno de Paula Costa e a moradora Letícia Marinho.

Em entrevista para a TV Globo, o namorado de Letícia relatou que passava de carro pelo local e foi surpreendido por policiais, que abriram fogo contra o veículo em que estava com a companheira. "Parei no sinal [próximo a rua Itararé] e, mesmo com os vidros abertos, [os policiais] alvejaram o carro”, disse.

A namorada Letícia foi atingida por um dos disparos na região do peito e morreu. "Eu vi ela caindo e, quando olhei, ela tinha um furo no peito".

Operação

Segundo a corporação, a ação na comunidade tinha como objetivo prender integrantes de uma organização criminosa responsável por roubos de veículos, cargas e combustíveis na Capital e na Baixada. De acordo com a PM, o grupo também roubava agências bancárias no interior do estado.

Durante o dia, foram registrados intensos tiroteios no Complexo. Os moradores usaram as redes sociais para compartilhar as cenas de violência e terror, que foram associadas a uma guerra. Vídeos exibem rajadas de tiros contra um helicóptero da polícia que sobrevoava a região. Também há imagens de blindados andando pelas ruas da comunidade.

A operação resultou na apreensão de um fuzil metralhadora .50, que foi utilizado para tentar derrubar as aeronaves durante a operação, além de outros quatro fuzis, duas pistolas e 56 artefatos explosivos, que, segundo as autoridades, seriam utilizados contra as equipes. Também foram apreendidas 43 motocicletas que seriam utilizadas para desmobilizar os policiais e facilitar a fuga de criminosos.

Cinco suspeitos foram presos, dentre eles, um homem apelidado de Esquilo, do Pará, conhecido por realizar ataques armados contra policiais. Ele foi detido ao dar entrada no Hospital Getúlio Vargas com documentos falsos.

Ainda conforme a PM, nas comunidades Fazendinha e Nova Brasília, as bases das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) locais foram atacadas por criminosos, que também derramaram óleo em via pública e atearam fogo em objetos.

Era da UPP Nova Brasília, inclusive, o policial morto na operação. O cabo Bruno de Paula Costa estava trabalhando quando foi ferido. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte: Terra

Brasil tem 592 casos confirmados de varíola dos macacos; veja lista de sintomas e como se proteger

O Ministério da Saúde contabilizou, até esta quinta-feira (20), 592 casos confirmados de varíola dos macacos (monkeypox) no Brasil. A maioria dos casos (429) está em São Paulo, seguido do Rio de Janeiro (85) e Minas Gerais, com 32 casos. O Distrito Federal tem 12 casos, o Paraná, 10, Goiás, 9, e a Bahia, 4.

O Ceará, o Rio Grande do Sul, o Rio Grande do Norte e o Espírito Santo têm dois casos cada. Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina registraram um caso cada. Até esta quinta-feira (21), a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia sido notificada de mais de 14 mil casos em 72 países; o Brasil está entre os que têm os maiores números de infecções.

Veja os sintomas doença e como se proteger da infecção:

Sintomas

Os sintomas iniciais costumam ser:
febre
dor de cabeça
dores musculares
dor nas costas
gânglios (linfonodos) inchados
calafrios
exaustão

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.


Como se proteger

O uso de máscaras, o distanciamento e a higienização das mãos são formas de evitar o contágio pela varíola dos macacos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou a adoção dessas medidas, frisando que elas também servem para proteger contra a Covid-19.

"Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças", disse a agência.

(G1)

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