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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

MP garante pensão a crianças nascidas com microcefalia ligada ao zika

Medida beneficia crianças que nasceram entre 2015 e 2018.
O governo federal editou nesta quarta-feira (4) Medida Provisória (MP) que assegura pensão especial por toda a vida para crianças vítimas de microcefalia decorrente do vírus Zika. O benefício será concedido apenas a quem nasceu entre 2015 e 2018 e cuja família receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio no valor de 1 salário-mínimo concedido a pessoas de baixa renda.

Para obter a pensão, a pessoa que se enquadrar nos critérios deverá requerer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento vai envolver uma avaliação da condição da criança por meio de perícia médica, que examinará a relação entre a microcefalia e o vírus Zika.

No total, 3,1 mil crianças se enquadram no universo potencial da pensão. Segundo o Ministério da Cidadania, o período foi estabelecido pelo fato desses terem sido os anos de pico da incidência da doença no país. O intuito é que a pensão possa servir como substituto do BPC, permitindo que os pais de crianças nessas condições possam trabalhar sem perder o apoio do Estado.

Até então, para fazer jus ao BPC os pais deveriam estar na faixa de renda de até 25% do salário-mínimo. Se obtivessem um emprego, sairiam desta faixa e deixariam de receber o benefício. Com a MP, as pessoas hoje inscritas nesse auxílio e que atendem aos critérios estabelecidos no texto podem manter a pensão especial e procurar uma vaga no mercado sem o risco de ficar sem recurso.

“A grande maioria das mães [de crianças com microcefalia] são pessoas muito pobres. Tiveram que parar porque crianças com esta síndrome exigem muito. Mas parando elas não teriam renda nenhuma. Essas mães passaram a ganhar o BPC, mas não podiam ter emprego porque se a renda delas aumentassem perderiam o direito ao benefício”, comentou o titular da pasta da Cidadania, Osmar Terra, em cerimônia de assinatura da MP no Palácio do Planalto.

O ministro manifestou posição contrária a qualquer ampliação para além do previsto na redação original e justificou o benefício em um momento de dificuldade no orçamento do Executivo Federal pelo fato de, “neste caso”, o Estado ter “falhado”. “Que a MP seja específica para essas mães, para que pelo menos elas tenham a mudança”, disse.

Na mesma linha, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que a MP não seja alterada no Congresso Nacional. Nesta hipótese, ameaçou fazer uso do seu poder de veto. “Peço a deputados e senadores que não alterem a MP. Não façam demagogia. Caso contrário, serei obrigado a vetar a Medida porque não posso incorrer em crime de responsabilidade e me submeter a processo de impedimento”, declarou Bolsonaro, durante a cerimônia.

Em sua página em rede social, o presidente destacou que a medida atende a demanda das famílias das crianças com microcefalia decorrente do zika.


Conquista

A presidente da Associação Pais de Anjos da Bahia e líder da Frente Nacional na Luta pelos Direitos da Pessoa como a Síndrome Congênita do Zika, Ingrid Guimarães, ressaltou as dificuldades vividas pelas famílias com crianças nesta condição e manifestou esperar que a medida marque o começo de uma série de conquistas.

“Desejo que esta conquista seja o início. Para cuidar das crianças tivemos que nos abster da nossa vida. Essa luta não é fácil. Desejamos que esta conquista não pare por aqui. Nós cidadãos ao pagar impostos ao Estado temos que ter a retribuição nos requisitos mínimos”, declarou.

(Agência Brasil)

VÍDEO: Jovem de 16 anos morre no HRN e família reclama de negligência; Hospital divulga nota

A família de uma jovem de 16 anos e identificada como Lara Hyslem Araújo Fontenele, que veio a óbito no último fim de semana, na UTI do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, reclama de negligência por parte de funcionários da unidade hospitalar.

De acordo com a mãe da vítima, em entrevista, Lara começou a sentir fortes dores no peito e nas costas na sexta-feira (30) e procuraram atendimento no HRN. Após passar pela triagem, ela foi medicada e liberada para ficar em casa, em repouso. Ainda segundo a mãe, as duas voltaram ao mesmo hospital no dia seguinte, pois as dores da garota não haviam passado.

Desesperada, a mulher chegou a filmar a filha no chão e pedir ajuda através das redes sociais. Após serem atendidas mais uma vez, diagnosticaram Lara com cardiomegalia, condição conhecida como coração grande.

''Agiram, mas tarde demais. Estavam dando remédio para a minha filha para o que diziam que era tuberculose, um coágulo, uma pneumonia. Quando trocaram de plantão, aí que descobriram que minha filha estava com o coração grande'', disse a mãe.

Em nota, o Hospital Regional Norte (HRN) disse que as informações sobre o atendimento de Lara serão avaliadas pela Secretaria de Saúde. Confira abaixo, na íntegra:

"A paciente Lara Hyslem Araújo Fontenele, 16 anos, residente do município de Sobral, deu entrada às 22h07 da sexta-feira, 30 de agosto, e foi atendida na emergência do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral. No início da manhã do sábado, 31, foi transferida para a UTI onde veio a falecer no domingo, 1° de setembro, no final da tarde. Todas as informações sobre o atendimento serão solicitadas pela Secretaria da Saúde para a avaliação do caso. O Hospital Regional Norte tem como principal perfil no seu atendimento, pacientes clínicos, cirúrgicos, pediátricos, neonatais e obstétricos. A unidade conta com 430 leitos operacionais, oferecendo atendimento 24hs para Urgência e Emergência Adulto e Pediátrica."


Com informações do Sobral Portal de Notícias

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