Conforme a Polícia, uma mulher identificada apenas por Margarida proprietária de um bar que fica conjugado com a sua residência, disse que Joaquim teria chegado e pedido para utilizar o banheiro.
Ao perceber que o idoso estava demorando muito a retornar foi verificar o que tinha acontecido, vindo a encontrar o aposentado próximo ao banheiro desacordado por cima de uma rede que estava armada.
Margarida ainda solicitou ajuda de um transeunte que acionou a Polícia Militar e fez o isolamento da área até a chegada de uma equipe do SAMU que atestou o óbito do aposentado.
Após a confirmação da morte, a Perícia Forense de Iguatu compareceu ao local, mas não removeu corpo para ser necropsiado por entender que se tratava de uma “morte natural” provocada possivelmente por um infarto.
Joaquim Dondom, era viúvo e residia na rua André Alves Costa, Nº 470, bairro Zezinho Costa, nesta cidade.
Com informações do Várzea Alegre Agora.
Jovem que teve testa tatuada é condenado a 4 anos por roubo
O jovem Ruan Rocha da Silva, de 19 anos, que ficou conhecido depois de ter sua testa tatuada com os dizeres “sou ladrão e vacilão” em 2017, foi condenado por roubo pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) nesta terça-feira (10).
A condenação diz respeito a um crime cometido pelo jovem no dia 14 de fevereiro de 2019, na avenida Doutor José Fornari, em São Bernardo do Campo. De acordo com o documento, Ruan tentou roubar um telefone celular, uma blusa de moletom e um valor em dinheiro de cerca de R$ 20 que eram de funcionárias da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Silvina.
Segundo a condenação, ele foi até o cômodo dos fundos da UPA, onde ficam os materiais de limpeza e onde os funcionários deixam seus pertences pessoais durante o trabalho. Como não tinha nenhuma vigilância no local, Ruan vasculhou o local em busca de bens para furtar. Ele, então, vestiu a blusa de moletom e mexeu nas bolsas das funcionárias, levando o telefone e a quantia em dinheiro.
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Porém, no momento em que ele estava saindo, uma das funcionárias estava entrando no local para pegar um produto de limpeza e o flagrou. Eles, então, entraram em luta corporal e Ruan passou a gritar dizendo que não iria roubar nada.
Em seguida, o segurança do local ouviu os gritos e acionou a GCM (Guarda Civil Metropolitana). Em seu depoimento, Ruan disse que estava sob efeito de drogas quando praticou o crime, mas negou ter agredido ou ameaçado qualquer pessoa.
O jovem foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto e ao pagamento de 11 dias-multa. Em sua decisão, a juíza Sandra Regina Nostre Marques, da primeira Vara Criminal de São Bernardo do Campo, afirmou que “o próprio acusado declarou em seu interrogatório judicial que é usuário de drogas e praticou o crime para sustentar o seu vício, além de já ter se envolvido com a prática de crimes quando menor”.
Segundo ela, “tais circunstâncias evidenciam não só a sua má conduta social, mas ainda a sua personalidade desvirtuada, às voltas com a prática de delitos ao longo de sua vida, revelando total desprezo pelas normas de convivência social”. Além disso, a juíza afirmou que “o réu demonstrou ser pessoa perigosa ao convívio social”.
Os delitos citados pela juíza aconteceram em 2017 e em 2018. Há 2 anos, o jovem ainda era menor de idade e já tinha problemas com o vício em drogas. Na época, ele tentou furtar uma bicicleta e foi torturado por dois homens que tatuaram em sua testa a frase “sou ladrão e vacilão”.
A dupla foi descoberta na época e condenada pela Justiça. Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo seguem presos. Maycon cumpre pena em regime aberto e Ronildo, em semiaberto.
O outro crime cometido por Ruan aconteceu em 2018. Ele foi preso em flagrante depois de furtar desodorantes em um supermercado de Mairiporã. No entanto, foi paga uma fiança de R$ 1 mil e ele respondia em liberdade.
Com histórico de problemas com drogas, o jovem já foi internado em uma clínica para tratar sua dependência. Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana), “é lamentável o ciclo que ele vive, de dependência de drogas, envolvimento com pequenos crimes e a falta de respaldo familiar”.
“Ele é dependente de drogas e precisa de tratamento. A Justiça de São Bernardo do Campo falhou em não observar que ele é um doente e comete crimes por causa da dependência de drogas. A juíza de ofício poderia ter instaurado um incidente toxicológico, já que o vício dele é público e notório. Ou a promotoria e defensoria poderiam ter feito o pedido e ele iria para tratamento. No sistema prisional ele não vai se recuperar, muito pelo contrário”, constatou o advogado.
Segundo Alves, mesmo com a condenação por roubo, o caso pode ser revisto em um recurso ao Tribunal de Justiça para tentativa de roubo ou furto.
(Yahoo)


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