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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Motivações desconhecidas - Médico cearense e dona de academia são mortos a tiros no Rio Grande do Norte

Crime aconteceu na noite da última segunda-feira - Assassinos fugiram

 Oleciandra da Silva Dantas, de 41 anos, e Cícero Edvaldo Nogueira de Carvalho, de 40 — Foto: Arquivo Pessoal
Oleciandra da Silva Dantas e Cícero Edvaldo Nogueira de Carvalho

Um médico e a dona de uma academia de ginástica foram mortos a tiros na noite da última segunda-feira (9) em Jaçanã, no interior do Rio Grande do Norte. Os dois foram baleados por volta das 19h, dentro da academia. Uma outra mulher ainda foi atingida de raspão no braço. Ela foi socorrida para um hospital da cidade e depois transferida para uma unidade de saúde na Paraíba. Ninguém foi preso.
Segundo a Polícia Militar, a academia estava cheia quando os criminosos chegaram. Cícero Edvaldo Nogueira de Carvalho, de 40 anos, fazia exercícios no primeiro andar da academia, quando percebeu a entrada dos assassinos. Ele ainda tentou fugir pulando para o telhado de uma farmácia vizinha, mas foi atingido por vários disparos.
Em meio ao tiroteio, a dona da academia, Oleciandra da Silva Dantas, de 43 anos, também foi baleada. Ela ainda foi socorrida ao hospital da cidade, mas não resistiu ao ferimento.

 Vítimas foram baleadas por volta das 19h, dentro da academia — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi
Vítimas foram baleadas dentro da academia

Cícero nasceu no Ceará, mas já trabalhava em Jaçanã fazia algum tempo. Ele frequentava a academia quase que diariamente. A morte do médico é um mistério para a família. A mulher dele disse não saber o que motivou a morte do marido. O médico também atendida pacientes de Jaçanã, Coronel Ezequiel e mais dois municípios paraibanos, que são vizinhos. Além da esposa, Cícero deixa três filhas.
O marido de Oleciandra esteve na academia. Porém, bastante abalado, ele não teve condições de falar sobre o ocorrido. A mulher deixa o marido com dois filhos.
Os bandidos fugiram em um EcoSport de cor branca. A Polícia Militar ainda fez buscas pela região, mas não encontrou nenhum suspeito.

Carro queimado - Em uma estrada de terra que foi usada como rota de fuga, os assassinos tocaram fogo no carro, que tem placas de João Pessoa (PB), e que tinha queixa de roubo. Grampos de ferro ainda foram jogados na pista, como forma de impedir alguma eventual perseguição.

Quase 70% dos brasileiros são contra privatizações


Cresceu o apoio da população às privatizações, embora as pessoas favoráveis à venda de empresas públicas ainda sejam minoria no país.

Pesquisa Datafolha feita em 29 e 30 de agosto mostra que 25% são a favor da transferência de estatais para o setor privado, o que significa um em cada quatro entrevistados. Na pesquisa anterior, feita em novembro de 2017, no governo Michel Temer, eram 20%.

A oposição a privatizações oscilou na margem de erro, de 70% para 67%. Declararam não saber 6% dos entrevistados, e 2% são indiferentes.

O levantamento mostra que, quanto maior o conhecimento que a pessoa declara ter sobre "o plano do governo para vender os Correios e outras empresas públicas", maior o apoio e menor a rejeição.

A aprovação de privatizações entre os que dizem estar bem informados chega a 44%, cai para 34% entre os mais ou menos informados, para 21% entre os mal informados e para 15% entre as pessoas que dizem não ter tomado conhecimento sobre o tema.

Entre as estatais citadas pelos pesquisadores, os Correios são a que tem menor rejeição para ser vendida (33% a favor e 60% contra). Em seguida, estão os bancos públicos (29% a favor e 65% contra) e a Petrobras (27% a favor e 65% contra).

A estatal do setor de petróleo e gás já havia sido incluída em duas pesquisas anteriores. Em março de 2015, 24% eram favoráveis a vender a empresa e 61% se declararam contrários. Em novembro de 2017, os percentuais eram, respectivamente, 21% e 70%.

O cenário é, portanto, mais favorável à privatização na avaliação mais recente do que no levantamento feito em 2017. Na comparação com 2015, há empate, considerando a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.

O levantamento atual mostra que nenhum segmento endossa a venda da petrolífera, com exceção dos que se declaram simpatizantes do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL (55% a favor). Entre os que votaram no presidente em 2018, no entanto, apenas 36% apoiam a venda da empresa.

O Datafolha mostra ainda que a aprovação das privatizações em geral é mais alta entre homens (32%), pessoas com ensino superior (38%), com renda acima de dez salário mínimos (50%) e empresários (51%).

O tema também tem mais apoio de simpatizantes do PSL (67% a favor e 27% contra) do que dos eleitores de Bolsonaro (36% a favor e 56% contra).

No mês passado, o governo ampliou a lista de projetos que deseja conceder à iniciativa privada, ao incluir presídios, escolas, creches e parques nacionais no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

Foram incluídas nove estatais no programa: Telebras, Correios, ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias), Emgea (Empresa Gestora de Ativos), Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), Ceagesp, Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada) e porto de Santos.

Outras seis já haviam sido qualificadas: Eletrobras, CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre), Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais), Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo) e Casa da Moeda. A Lotex (raspadinha) também será concedida.

A Petrobras não está na lista, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a privatização da empresa não está descartada pelo presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a venda da companhia será estudada pelo PPI.

O governo tem vendido várias subsidiárias da Petrobras para reduzir o tamanho da estatal e torná-la mais focada em sua atividade principal.

Em relação aos bancos públicos, a ordem do Ministério da Economia é reduzir o tamanho das empresas e vender subsidiárias. Além disso, o governo irá vender a parte das ações da União no Banco do Brasil supera o controle acionário.

O Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país em 29 e 30 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Com informações Folhapress

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