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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Moraes critica sistema eleitoral e defende mudança para o voto distrital misto


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu uma reforma do sistema eleitoral brasileiro para a adoção do voto distrital misto. A proposta prevê dividir estados e municípios em distritos eleitorais, aproximando os parlamentares das regiões que representam. Para Moraes, o atual modelo proporcional contribui para o enfraquecimento dos partidos e do próprio Congresso.

Atualmente, o Brasil utiliza dois sistemas. O majoritário é aplicado nas eleições para presidente, governadores, prefeitos e senadores, enquanto o proporcional é utilizado para escolher vereadores e deputados. Nesse segundo modelo, as vagas são distribuídas de acordo com a votação obtida pelos partidos e federações, considerando os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas.

No modelo distrital, o território seria dividido em um número de regiões equivalente ao número de vagas disponíveis. Em um estado com dez cadeiras, por exemplo, seriam criados dez distritos, e cada região elegeria seu próprio representante. A ideia é fazer com que o eleitor tenha uma relação territorial mais direta com o parlamentar escolhido.

Já o distrital misto combina os dois sistemas. Parte das vagas seria preenchida pelo voto distrital e outra parte continuaria sendo distribuída pelo sistema proporcional. Moraes defende uma implantação gradual, começando, por exemplo, com 30% das vagas pelo sistema distrital e 70% pelo proporcional, avançando posteriormente para uma divisão de 40% e 60%.

Os defensores da proposta argumentam que o modelo poderia aproximar eleitores e parlamentares, além de preservar a representação proporcional dos partidos. Moraes, porém, também relaciona a mudança à necessidade de fortalecer as legendas e melhorar a governabilidade. Uma eventual alteração exigiria mudanças na legislação eleitoral e amplo debate no Congresso Nacional.

Canadá anuncia tarifas de retaliação contra os EUA nesta terça-feira (25)

O governo do Canadá anunciará nesta terça-feira (25) novas tarifas de retaliação contra os Estados Unidos, em resposta à sobretaxa de 50% aplicada por Washington sobre produtos canadenses. O anúncio será conduzido pelo ministro das Finanças, François-Philippe Champagne, ao lado de outras autoridades do governo.

Durante a apresentação, o governo canadense deverá detalhar quais setores da economia americana e quais regiões dos Estados Unidos serão atingidos pelas novas medidas. A resposta ocorre após o fracasso das negociações comerciais entre os dois países, encerradas pelo Canadá no fim de semana.

Ottawa já confirmou que pretende aplicar contramedidas tarifárias equivalentes, dólar por dólar, com entrada em vigor prevista para 8 de setembro. O governo também prepara medidas de apoio para empresas e trabalhadores canadenses afetados pela disputa comercial.

A escalada aumenta a tensão entre dois dos principais parceiros comerciais da América do Norte e ameaça setores com cadeias produtivas fortemente integradas. A expectativa agora é pelo detalhamento das tarifas canadenses e pela reação do governo de Donald Trump às novas medidas

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