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sábado, 8 de agosto de 2026

Tragédia na Tailândia: Adolescente de 14 anos m4ta os avós, ataca escola e deixa 8 m0rtos

 

Suspeito de 14 anos utilizou a arma de fogo do avô para cometer os crimes na província de Nonthaburi; primeiro-ministro do país expressou consternação com a tragédia.

Um estudante de 14 anos matou os próprios avós em casa e, em seguida, abriu fogo contra professores e alunos em uma escola de ensino médio na província de Nonthaburi, a cerca de 15 quilômetros de Bangkok, na Tailândia, na madrugada desta sexta-feira (7). O ataque deixou ao menos 8 mortos e 15 feridos, segundo as informações mais recentes da Polícia Nacional tailandesa.

O suspeito, que era aluno da Escola Debsirin Nonthaburi, uma das mais prestigiadas da região, efetuou pelo menos 26 disparos dentro da unidade e portava outros 34 cartuchos adicionais. A arma utilizada, uma pistola compacta, pertencia ao avô do adolescente.

Dinâmica dos crimes e divergências sobre o atirador

De acordo com a investigação preliminar, o atirador assassinou os avós antes de se dirigir ao colégio. No ambiente escolar, ele vitimou três professores e três estudantes. As autoridades confirmaram que o adolescente também morreu no local do ataque, mas há versões divergentes sobre as circunstâncias: algumas fontes indicam que ele foi abatido pelas forças de segurança, enquanto outras apontam que ele cometeu suicídio com a mesma arma.

O balanço de vítimas oscilou ao longo do dia devido ao fluxo de informações. Inicialmente, as autoridades locais informaram quatro mortes além do atirador. Posteriormente, a Polícia Nacional atualizou o número total para oito vítimas fatais: dois avós, três professores e três alunos.

Reações e contexto local

O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, expressou profunda consternação durante uma coletiva de imprensa na capital. “É um incidente terrível. Nunca deveria ter acontecido. Como isso pôde ocorrer em nosso país?”, declarou o chefe de governo.

Um aluno de 18 anos que presenciou o ataque descreveu os momentos de pânico à agência Reuters: “No começo, não achei que fosse uma arma. Depois ouvimos muitos tiros em sequência. Houve um momento de silêncio e, então, começou tudo de novo”.

Equipes de emergência montaram uma força-tarefa no local para atender os feridos. Um dos socorristas relatou ter encontrado um professor sem vida em um dos andares superiores e tentado reanimar, sem sucesso, uma professora atingida no peito e no braço.

A tragédia reacende o debate sobre o descontrole armamentista na Tailândia, país que apresenta um alto índice de armas de fogo per capita devido a leis de aquisição consideradas frouxas e desatualizadas, acumulando outros episódios violentos em instituições de ensino nos últimos anos.

Via Gazeta Brasil

Pesquisadores descobrem nova espécie de ave que só existe no Ceará e 'mais anda do que voa'

Foto Fábio Nunes.
Na parte mais fechada e escura da Serra de Baturité, em meio às copas interligadas das árvores, um canto irrompe no início do dia. É sinal de que ali tem bicho, coisa viva e sonora. Esse canto é único e de espécie genuinamente cearense, recentemente descoberta por pesquisadores: a tovaca-de-baturité, como foi batizada. Junto ao soldadinho-do-araripe, agora é a segunda espécie endêmica do Ceará, ou seja, com ocorrência exclusiva no Estado.

De difícil observação, a tovaca vive principalmente no solo das florestas, em áreas mais densas e de pouca luz. Costuma cantar mais no começo das manhãs, quando ainda está um pouco escuro, o que dificulta ainda mais observá-la. “Ainda não sabemos quase nada sobre os hábitos de vida dela”, introduz Marco Aurélio Crozariol.

Biólogo e curador da coleção de Aves do Museu de História Natural do Ceará Professor Dias da Rocha, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o estudioso explica que a espécie é comum nas regiões sul e sudeste do País, mas apresentava populações também no Ceará. Com o tempo, foi observado que essa população em solo cearense possuía cor diferente na testa e também canto distinto daquelas com ocorrência no centro-sul do Brasil.

A partir disso, pesquisadores estudaram variações na coloração e no canto, e identificaram que a população do Ceará era particular, diferente de todas as outras conhecidas. Não à toa, o título agora de “nova espécie”.

“Apesar disso, ainda não temos uma análise molecular/genética pra dizer a quanto tempo ela está isolada no Ceará e se separou das populações do sudeste e sul do Brasil”, considera Marco.

Fato é que cientistas acreditavam que a espécie era nova já há alguns anos. Contudo, conforme Marco, são necessárias análises cuidadosas para descrever algo tão raro assim. Exige tempo e recurso – algo reforçado por Vagner Cavarzere, professor do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

Segundo ele, a existência da população da tovaca em Baturité também não era desconhecida. Havia espécimes no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, o Mzusp, coletados no início da década de 1940. No entanto, essa população era considerada exatamente igual à população do restante da Mata Atlântica, a tovaca-campainha.

Com informações do Diário do Nordeste.

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