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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões com bets desde a regulamentação do setor

 


Foto Divulgação 
As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026.

As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.

Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.

O estudo mostra que, desde a regulamentação das bets, em janeiro do ano passado, houve mudança no volume de transferências via Pix destinadas ao setor de artes, cultura, esporte e recreação, indicando maior comprometimento da renda das famílias com as apostas.

A lei que regulamentou as bets determina que as empresas bloqueiem o acesso de usuários identificados como compulsivos. Segundo o advogado Júlio Leone, porém, isso não tem ocorrido.

“Quando é detectado que a pessoa tem ludopatia, que é viciada, compulsiva em apostas, o algoritmo deveria travar a conta dela. Mas faz o contrário: manda mais bônus, mais vouchers, mais incentivos para que ela continue apostando. É aí que ela perde todo o capital.”

O boletim mostra ainda que, desde outubro do ano passado, quando entrou em vigor a proibição de apostas para beneficiários do Bolsa Família, houve desaceleração no ritmo das transações.

Segundo o Comsefaz, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.

Com informações do Ceará Agora.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Crato conquista nota máxima em índice de qualidade ambiental

O município do Crato alcançou nota máxima no Índice Municipal de Qualidade do Meio Ambiente (IQM), um dos principais indicadores de gestão ambiental do Ceará. O resultado reconhece a eficiência das políticas públicas desenvolvidas na área e garante ao município a possibilidade de receber um percentual maior no repasse do ICMS.

O índice avalia critérios como gestão de resíduos sólidos, inclusão de catadores de materiais recicláveis, educação ambiental e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável. Segundo a Prefeitura, a pontuação máxima demonstra que o município atende com excelência às exigências do programa.

Além do reconhecimento técnico, o desempenho fortalece a capacidade de investimento em projetos ambientais e reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação dos recursos naturais, a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida da população.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudança do Clima, o resultado é fruto do planejamento contínuo e do trabalho integrado entre diferentes setores da administração, consolidando o Crato como referência em gestão ambiental e incentivando a ampliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

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