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| Foto Reprodução |
Dados da Enel Distribuição mostram que a quantidade de energia elétrica perdida no Ceará atingiu o índice de 1,6 TWh (Terawatt-hora), volume que poderia abastecer, durante um ano, os municípios de Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Sobral e Eusébio juntos. Nesse período, foram identificadas mais de 31 mil fraudes.
Em 2026, até julho, o volume de energia elétrica perdida no estado já chega a 0,8 TWh. Esse desvio é provocado por ações criminosas, como furto de energia, os chamados “gatos”, que representam um risco à segurança da população.
Combate
A companhia tem realizado ações de combate ao furto de energia. Entre janeiro e julho deste ano, houve 19.334 fraudes identificadas no Ceará.
Nesse período, a distribuidora realizou 103.993 inspeções técnicas e, com o apoio dos órgãos de segurança pública, já realizou 190 operações de combate ao furto de energia, que resultaram em 159 prisões e conduções em flagrante relacionadas ao crime.
Já no ano passado, foram realizadas 148.181 inspeções, com a identificação de 31.733 fraudes. No mesmo período, a Enel Ceará realizou 304 operações conjuntas com os órgãos de segurança pública, que resultaram em 181 prisões relacionadas ao furto de energia.
Como forma de inibir as ações, técnicos da distribuidora analisam diariamente o consumo dos clientes e realizam ações em campo para identificar interferências nos equipamentos de medição ou na rede elétrica e regularizar ligações irregulares.
Além das inspeções rotineiras, a distribuidora também realiza operações especiais em todo o estado, com apoio dos órgãos de segurança pública, com foco em diferentes tipos de estabelecimentos e instalações.
Com informações do Site Opinião CE.
Safra aumenta oferta e faz preço do caju despencar no Ceará
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| Foto Shutterstock |
A safra do caju já começa a movimentar feiras, mercados e pontos de comercialização no Ceará, trazendo também redução nos preços para os consumidores.
1O quilo da fruta, que chegou a custar R$ 7,70, passou a ser comercializado por cerca de R$ 4, queda de aproximadamente 48%. Na Ceasa de Maracanaú, análises de mercado apontam negociações até na faixa de R$ 3 a R$ 3,50.
O movimento ocorre com o aumento da oferta da fruta. A colheita ganha força a partir de agosto, após o período de floração dos cajueiros, normalmente registrado em julho. O desempenho da produção, entretanto, está diretamente relacionado às condições climáticas e, especialmente, à regularidade das chuvas.
Oferta de caju cresce mais de 20%
De acordo com o analista de mercado da Ceasa Odálio Girão, a quantidade de caju disponível nos mercados aumentou mais de 20%, ajudando a pressionar os preços para baixo.
Nos últimos dois meses, aproximadamente 150 toneladas de caju provenientes da Região Metropolitana de Fortaleza e do Litoral Leste foram ofertadas na Ceasa de Maracanaú.
A expectativa é de uma oferta ainda maior a partir de meados de outubro. Dependendo do volume da produção cearense que chegar ao mercado, os preços poderão registrar novas reduções. Segundo o analista, a queda pode alcançar entre 50% e 60% no período de maior produção.
Caju movimenta cadeia produtiva no Ceará
A importância econômica do caju vai além da comercialização da fruta in natura. A produção abastece uma cadeia que envolve sucos, polpas, doces, bebidas e outros derivados, além da castanha, um dos produtos tradicionalmente associados à cajucultura cearense.
O período de maior oferta também favorece consumidores que compram a fruta em quantidade para produzir e armazenar polpas. Para comerciantes e produtores de derivados, a redução dos preços pode representar maior disponibilidade de matéria-prima.
A safra do caju já movimentava a Ceasa de Maracanaú no mesmo período do ano passado. Informações oficiais do Governo do Ceará apontavam que os primeiros carregamentos começavam a chegar ao entreposto em agosto, período tradicional de intensificação da colheita no Estado.
Produção se estende por diferentes períodos
Embora a safra fique mais concentrada no segundo semestre, variedades de cajueiro-anão ajudam a ampliar o período de produção no Ceará, permitindo a chegada da fruta aos mercados durante boa parte do ano.
Para os consumidores, o avanço da colheita representa a possibilidade de encontrar preços menores. Já para o setor produtivo, a safra movimenta diferentes atividades econômicas ligadas a uma das culturas agrícolas mais tradicionais do Ceará.
Com informações do Portal GC Mais.


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