O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação à alta de 0,16% registrada em junho.
No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,44%. Já nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados no período anterior.
O grupo Habitação teve a maior alta do mês, de 0,99%, impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,09% em julho, ante 1,53% em junho. A conta de luz respondeu sozinha por 0,13 ponto percentual do índice.
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas registrou queda de 0,67% e ajudou a limitar a alta da inflação. Entre os demais grupos, as variações ficaram entre -0,66% em Vestuário e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
O resultado de julho indica uma perda de ritmo da inflação no período, apesar da pressão exercida pelos custos de habitação e, principalmente, pela energia elétrica.
EUA aceitam reunião com Brasil na OMC para discutir tarifas sobre produtos brasileiros

Os Estados Unidos aceitaram, nesta segunda-feira (10), o pedido do Brasil para realizar consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas adicionais impostas a produtos brasileiros. A resposta abre espaço para uma negociação entre os dois países na tentativa de buscar uma solução para o conflito comercial.
O Brasil acionou formalmente a OMC em 27 de julho e argumentou que as tarifas adotadas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras da organização. Segundo o governo brasileiro, as medidas colocam o país em situação desfavorável em relação a outros membros da OMC e podem contrariar obrigações previstas no Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT).
O pedido de consultas representa a primeira etapa do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nesta fase, Brasil e Estados Unidos devem buscar uma saída negociada para o impasse. Caso não haja acordo, o processo poderá avançar para a criação de um painel responsável por analisar o caso.
A China também pediu autorização para participar das consultas entre Brasil e Estados Unidos. Maior parceiro comercial do Brasil, o governo chinês afirmou ter interesse comercial direto na disputa, alegando que medidas adotadas pelos norte-americanos também afetam produtos chineses exportados para os Estados Unidos.
Com a aceitação do diálogo pelos Estados Unidos e o pedido de participação da China, a disputa comercial ganha uma nova etapa no âmbito da OMC. A expectativa agora é pela definição de uma data para o encontro entre as autoridades dos países envolvidos.

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