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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Afastamento por saúde mental cresce no Ceará e gera prejuízo milionário

 

Foto Ismael Soares
No Ceará, os afastamentos do trabalho por motivo de saúde mental cresceram quase cinco vezes mais que os afastamentos totais por incapacidade temporária, entre 2024 e 2025. 

Nesse período, a quantidade de benefícios por incapacidade temporária relacionados à saúde mental passou de 12.081 para 13.597 no Estado, um aumento de 12,5%.

Já o total de benefícios por incapacidade temporária, considerando todas as causas de afastamento, cresceu apenas 2,7%, passando de 119.028 para 122.264. Os dados são do Ministério da Previdência Social (MPS), solicitados pelo Diário do Nordeste.

Além do impacto sobre a saúde e a vida profissional, esse aumento cobra seu preço. Enquanto famílias passam a arcar com os custos do tratamento e governos ampliam os gastos com benefícios previdenciários, há ainda um prejuízo menos visível: a perda de produtividade dos trabalhadores.

Segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado em abril deste ano, o presenteísmo (quando o trabalhador permanece em atividade, mas produz menos em razão do adoecimento), gera quase três vezes mais perda produtiva do que o absenteísmo (quando o funcionário se ausenta do trabalho devido à doença).

Nesse contexto, só para o mercado cearense, o economista Thiago Holanda estima uma perda de cerca de R$ 108 milhões em 2025. Já para a previdência, o cálculo é de R$ 98 milhões em custos. Caso os índices se mantenham, a previsão é que os números dobrem em seis anos.

Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade, causando uma queda de produtividade de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) por ano.

Com informações do Diário do Nordeste.

Ceara ainda tem 5 reservatórios sangrando em agosto

 

Foto Fábio Lima
O Ceará registra sinais de estabilidade na sua reserva hídrica, com cinco açudes sangrando em pleno mês de agosto. Nessa terça-feira, 11, o Estado somava mais de 9,2 bilhões de metros cúbicos de água, volume equivalente a 50,71% do total que pode ser armazenado nos 144 açudes que compõem a rede de abastecimento cearense. 

O valor é semelhante ao registrado na mesma data de 2025, quando os reservatórios acumulavam 51,46% da capacidade total, simbolizando uma perda de apenas 0,75% ao longo de um ano.

O índice demonstra a crescente vivida pelos açudes cearenses nos últimos anos, impulsionado pelas chuvas de 2025 e 2026 dentro da normalidade, além do grande aporte registrado em 2024, quando o Estado teve sua melhor quadra em 15 anos.

Segundo especialistas, apesar da manutenção do valor em torno de 50%, é necessário observar também o volume armazenado em cada bacia hidrográfica, já que apesar do cenário geral estável, há locais como os Sertões de Crateús, onde o volume é de 17%.

"São regiões que demandam mais atenção da Cogerh no sentido da preservação e do sistema de recursos hídricos, para uma maior racionalidade no uso desses recursos e para encontrar soluções para o fornecimento de água da população", afirma o supervisor regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), Rodrigo Vasconcelos.

Com informações do O Povo.

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