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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Proibidas pela Anvisa, canetas emagrecedoras paraguaias são vendidas no Cariri por meio de marketplaces

Canetas emagrecedoras da marca paraguaia T.G.

O M1 encontrou pelo menos quatro anúncios do produto no Facebook Marketplace publicados por usuários de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.
Redação M1   site miséria  

Caneta emagrecedora da marca paraguaia T.G. | Foto: PCGO/ Divulgação

Canetas emagrecedoras da marca paraguaia T.G., à base de tirzepatida e proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estão sendo anunciadas e comercializadas no Cariri por meio das redes sociais. O M1 encontrou pelo menos quatro anúncios do produto no Facebook Marketplace publicados por usuários de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.

Os anúncios oferecem a caneta T.G. de 15 mg por valores que variam de R$ 250 a R$ 400 por ampola. Também são comercializadas caixas com quatro unidades, encontradas nos anúncios por preços entre R$ 900 e R$ 1.500. 

A T.G. é um produto à base de tirzepatida fabricado pelo laboratório Landerlan, do Paraguai. Embora a marca tenha autorização sanitária no país de origem, isso não permite sua comercialização no Brasil. Para ser vendido legalmente no País, o medicamento precisa possuir registro ou outra autorização sanitária válida da Anvisa.

A Agência determinou, em janeiro de 2026, a apreensão e a proibição dos produtos T.G. de 10 mg e 15 mg. A medida alcançou todos os lotes e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso dos produtos.

Em uma das ofertas, publicada por um usuário do Crato, o vendedor afirma que o produto é novo e original. “Produto novo, original, fechado e lacrado. Conservado corretamente e pronto para uso. Embalagem lacrada, procedência garantida e entrega a combinar”, diz o anúncio.

O M1 encontrou pelo menos quatro anúncios do produto no Facebook Marketplace publicados por usuários de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.

O M1 encontrou pelo menos quatro anúncios do produto no Facebook Marketplace publicados por usuários de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha | Foto: Reprodução

Venda pela internet

A comercialização por meio de anúncios em redes sociais não regulariza o produto. A própria Anvisa tem adotado medidas contra medicamentos à base de tirzepatida vendidos pela internet sem registro, proibindo, conforme cada caso, a venda, distribuição, importação, divulgação e uso. Em junho, por exemplo, a Agência determinou a apreensão de outros medicamentos à base de tirzepatida sem registro.

Em documento conjunto com a Polícia Federal, a Anvisa informou que, entre janeiro e abril de 2026, apreendeu mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares e adotou mais de 11 medidas proibitivas envolvendo importação, comércio e uso de produtos desse tipo. A Agência classificou a circulação irregular de medicamentos agonistas de GLP-1 como um cenário de risco sanitário.

Tirzepatida aprovada no Brasil

A tirzepatida é um princípio ativo autorizado pela Anvisa no Brasil, mas isso não significa que qualquer produto que contenha a substância possa ser comercializado. O medicamento de referência registrado no País é o Mounjaro, da Eli Lilly. Por não possuir registro sanitário brasileiro, a T.G. fabricada pela Landerlan permanece entre os produtos cuja comercialização é proibida pela Anvisa.

Carreta carregada de biscoitos tomba, pega fogo e motorista morre em Irauçuba/CE, na BR222; VEJA VÍDEO


Um acidente foi registrado na manhã deste domingo (23), no km 149 da BR-222, nas proximidades do município de Irauçuba, no Ceará.

Segundo informações preliminares, uma carreta carregada de biscoitos tombou às margens da rodovia, espalhando grande quantidade de mercadorias pela pista. Parte da carga acabou pegando fogo após o tombamento.

Durante a ocorrência, moradores da região teriam se aproximado do local e tentado retirar produtos que ficaram espalhados após o acidente.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no trecho e atuaram no controle da situação, incluindo o atendimento à ocorrência e a organização do trânsito.

Informações iniciais apontam que o motorista da carreta teria ficado preso às ferragens e, possivelmente, morrido durante o incêndio. Até o momento, porém, a morte não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.

Uma segunda pessoa que estava no caminhão foi socorrida e encaminhada para atendimento hospitalar.

As circunstâncias do acidente e a situação do motorista ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela ocorrência.

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