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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A facada não me elegeu, eu já estava eleito', diz Bolsonaro


O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que a Câmara dos Deputados pagou cerca de R$ 400 mil referente aos custos das cirurgias que ele teve que fazer depois de tomar uma facada, em 6 de setembro do ano passado. Em conversa com jornalistas, ele lembrou que o atentado faz um ano e voltou a falar que o ato teve mandantes. "A facada não me elegeu, eu já estava eleito", afirmou.

Bolsonaro se emocionou ao falar do assunto e chegou a chorar quando se lembrou do momento em que o médico disse que ele teria que ser operado.

O presidente disse ainda ter sequelas que o impedem de fazer alguns exercícios físicos, mas afirmou não manter nenhuma dieta específica. "Nem no início eu não fiz isso".

O presidente contou ainda que engordou cerca de quatro quilos desde que assumiu o governo e que não tem tido mais tempo para atividades físicas.

Abuso de autoridade

Bolsonaro disse também já decidiu vetar nove pontos do projeto de lei do abuso de autoridade. Ele afirmou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, pediu que fossem vetados 10 pontos, mas que um ainda está em discussão.

O presidente comentou ainda que ficou "chateado" com a derrubada do veto ao projeto de fake News pelo Congresso Nacional.

Mais cedo, ele tinha dito que atenderia o que ele chamou de "centrão do Bolsonaro" em relação ao tema. Nesse grupo estariam, além da pasta de Moro, a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU).

Almoço

Bolsonaro participou de um churrasco no quartel-general do Exército, em Brasília. Pouco depois de entrar, Bolsonaro mandou os seguranças convidarem um grupo de jornalistas e motoristas da imprensa que o esperavam na porta para participar do evento.

Ele conversou por cerca de uma hora e meia com seis jornalistas. Os jornalistas não puderam gravar a conversa e foram orientados a deixarem os celulares do lado de fora.

Vestido com uma camisa da Festa do Peão de Barretos (BA), o presidente manteve a conversa em tom informal, mas não se recusou a responder perguntas.

Também estava no evento sua filha mais nova, Laura. Mais cedo, ele havia acompanhado a filha a uma aula de equitação.

O almoço foi uma confraternização com funcionários de gabinetes do Bolsonaro. Foi servido churrasco, arroz, vinagrete, farofa e chope.

Bolsonaro disse ter tomado apenas um golinho" já que teria uma cota de" uma lata de cerveja por mês". "A Michele não deixa, mas tenho uma escondida pra tomar quando ela sai", brincou.

Com informações Estadão Conteúdo

Mudança no Bolsa Família pode ampliar o número de beneficiários

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), encomendado pela área econômica do Governo Federal, pode iniciar a maior reformulação já feita no Bolsa Família desde a sua criação. De acordo com o jornal O Globo, o objetivo é restruturar e ampliar o número de pessoas atendidas pelo programa social.

O documento também sugere o corte em benefícios voltados para os brasileiros de maior renda, como o abono salarial e deduções no Imposto de Renda (IR) como contrapartida à ampliação da cobertrua do Bolsa Família, que hoje atinge 13,8 milhões de famílias, e a criação de um benefícios universal para crianças e adolescentes.

A proposta do Ipea unifica quatro benefícios que hoje custam aos cofres públicos R$ 52 bilhões por ano e contemplam 80 milhões de pessoas: Bolsa Família, salário-família, abono salarial e dedução de dependente no IR. Os pesquisadores sugerem unificar esses programas para criar um“super Bolsa Família”, como tem sido chamado pelos técnicos do governo. Custaria os mesmos R$ 52 bilhões, mas cobriria 92 milhões de beneficiários.

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