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segunda-feira, 11 de março de 2019

Pelo menos 15 pessoas morreram devido a apagão na Venezuela

Vítimas tinham problemas renais e ficaram sem diálise.
A organização não-governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. A entidade receia que o número de vítimas aumente.

A ONG acrescentou que a situação das pessoas com insuficiência renal é crítica porque quase todas as unidades de diálise estão paralisadas.

Um apagão atinge Caracas e 22 dos 23 estados venezuelanos desde quinta-feira (7). Segundo a organização, as mortes foram registradas nas regiões de Zulia, Trujillo e Caracas. De acordo com a ONG, 48 crianças dependem de unidade de diálise pediátrica.

No Twitter da organização, o diretor da Codevida, Francisco Valencia, afirmou que há 129 unidades de diálises para atender a 10,2 mil pessoas no país. Ele alertou que faltam energia e luz.

De acordo com Valencia, 2,5 mil doentes renais morreram no país, no período de 2017 e 2018, por várias deficiências que atingem as unidades de diálise.

*Com informações da RTP, emissora pública de televisão de Portugal

Cariri terá a primeira Casa da Mulher do Interior

O local é marcado, historicamente, por um alto índice de feminicídio. Nos últimos seis meses, cinco mulheres foram mortas. A criação de equipamento de combate à violência e apoio às vítimas visa reverter este cenário.

Cinco mulheres mortas nos últimos seis meses na Cariri. Todas elas assassinadas por seus ex-companheiros. Os altos índices de feminicídio e violência contra a mulher preocupam.
A Casa da Mulher terá os mesmos moldes do espaço inaugurado em Fortaleza

Apenas em 2016, houve mais de 2.299 notificações em Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte - as três principais cidades. Por isso, o governador Camilo Santana anunciou que a região será a primeira a ser implantada a Casa da Mulher Cearense. O projeto, que já está em funcionamento desde julho de 2018, em Fortaleza, atua no atendimento humanizado e especializado para mulheres em situação de violência. A Casa da Mulher Cearense seguirá o modelo nacional. Hoje, o equipamento reúne serviços de Defensoria Pública, Delegacia da Mulher, Ministério Público, Juizado Especial e capacitação. Apenas sete estados contam com equipamento nesses moldes.

Iniciativas

O Cariri, a partir desta alta demanda, já conta com o Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Nudem), instalado na cidade do Crato.

Dados preliminares, divulgados no início deste ano, apontam que 30% das mulheres que buscaram o equipamento, entre junho e dezembro de 2018, vivenciaram violência doméstica por mais de 10 anos. Em alguns casos, quase 20 anos antes de conseguirem denunciar e buscar assistência jurídica, psicológica e social da Defensoria Pública. O levantamento realizado ouviu 66 vítimas.

(Diário do Nordeste)

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