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domingo, 8 de janeiro de 2023

Saúde retoma acordo com Butantan e compra 2,6 mi doses de Coronavac

 


O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (7/1), a compra de 2,6 milhões de doses da vacina Coronavac contra a Covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan. As primeiras remessas devem ser entregues na próxima semana, informou a pasta.

Os acordos entre o laboratório e o governo federal haviam sido encerrados no governo de Jair Bolsonaro (PL), após uma série de ataques feitos pelo ex-presidente ao imunizante.

Na sexta-feira (6/1), a nova secretária de Vigilância e Saúde da pasta, Ethel Maciel, afirmou que a compra dos imunizantes seria retomada, inclusive para o uso de doses em crianças. Atualmente, o Ministério da Saúde não tem vacinas infantis contra a Covid-19 em estoque.

O contrato assinado no fim desta semana prevê aquisição de 750 mil doses, além de um aditivo que garante a entrega de 2,6 milhões de vacinas no total. “As primeiras doses devem ser entregues na próxima semana e distribuídas a todos os estados e Distrito Federal para dar continuidade a vacinação de crianças de 3 a 11 anos”, informou o Ministério da Saúde.

FALTA DE DOSES

Nas últimas semanas diversas prefeituras do país suspenderam a vacinação infantil contra a Covid-19 por falta de doses. De acordo com a secretária, a prioridade da pasta será acelerar a entrega de vacinas e retomar contratos que estavam parados, como o acordo com o Instituto Butantan para a produção da vacina Coronavac.

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina pode ser aplicada em crianças a partir dos 3 anos de idade.

“É uma pauta de interesse nacional a nossa aceleração dos acordos. Temos o contrato do Butantan paralisado, estamos negociando porque a Coronavac é fundamental para que a gente possa acelerar o abastecimento de estados e municípios, principalmente no público de 3 anos em diante.

 

Fonte: Metrópoles

Decreto suspende Uber Moto por tempo indeterminado na maior cidade do país

                                                         Foto: Reprodução

Um decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) na noite desta sexta-feira (6) suspende por tempo indeterminado o serviço Uber Moto em São Paulo. O texto será publicado na edição deste sábado (7) do Diário Oficial do Município.

A prefeitura vai criar um grupo de trabalho para analisar a viabilidade e a segurança do serviço e, enquanto esse processo não for concluído, a modalidade ficará vetada. A decisão de suspender o serviço foi tomada durante uma reunião do CMUV (Comitê Municipal de Uso do Viário) e de representantes da prefeitura na manhã desta sexta.


O comitê pediu a apresentação de uma proposta formal de prestação de serviço com detalhes sobre a segurança para passageiros e motoristas. O grupo de trabalho deverá “discutir de que forma a atividade pode ser oferecida de forma legal e com a maior segurança possível”. O órgão deve ter representantes de empresas interessadas, especialistas e motociclistas.

A empresa de transporte por aplicativo, apesar da suspensão por decreto, afirma em nota que o funcionamento de Uber Moto tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro não foi alterado, baseado na Política Nacional de Mobilidade Urbana.

A prefeitura não disse se o decreto irá prever multa em caso de descumprimento.
“A modalidade não está disponível em todos os horários e regiões das cidades, já que a plataforma expande a operação na medida em que equilibra a oferta de motociclistas parceiros disponíveis com a demanda de usuários”, declarou a Uber, sustentando que a modalidade é oferecida no Brasil desde 2020.

A Prefeitura também não disse se o grupo de trabalho tem prazo para conclusão dos estudos. Normalmente, esse tipo de colegiado não tem prazo para trabalhar.

Os motociclistas estão entre aqueles que mais morrem no trânsito. No ano passado, 380 motociclistas morreram em acidentes na capital, segundo dados do Infosiga (sistema de monitoramento de acidentes de trânsito do governo paulista). Isso representa 45% de todas as mortes no trânsito ao longo do ano. Houve um aumento em relação a 2021, quando houve 317 mortes de condutores de moto.

Segundo dados apresentados pelo Samu, em 2022 foram 11.795 casos de socorro de vítimas de acidentes evolvendo carros e motos ou bicicletas na capital. O número, apesar de alto, é menor que de 2021, com 12.285 registros -4% a menos.

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