Um homem de 25 anos morreu na última quinta-feira (5) em São Paulo, após ter o atendimento em um hospital estadual recusado por conta da falta de uma maca especial para pessoas obesas.
Vitor Augusto Marcos de Oliveira foi recusado em dois centros médicos por falta deste equipamento. Encaminhado ao Hospital Geral de Taipas, na Zona Norte da capital paulista, ele aguardou atendimento por cerca de três horas, mas não resistiu.
“A saga começou quando meu filho chegou no Hospital Cachoeirinha, que onde falaram que não tinha suporte para obeso. Aí eu fiquei louca: 'Como assim? Se o Cross [central de regulação de ofertas e serviços de saúde] mandou a vaga para cá, como que não vai aceitar?'", relatou a mãe da vítima, Andreia Marcos da Silva, ao g1.
Vitor pesava 190 kg e, por isso, necessitava de uma maca especial para fazer sua transferência. Nem o Hospital de Taipas e nem os outros dois centros médicos visitados anteriormente dispunham do equipamento.
Três paradas cardíacas
O rapaz havia se sentido mal durante a manhã. A demora no atendimento fez com que ele sofresse três paradas cardíacas. Atendido por socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sem a estrutura necessária, ele morreu dentro de uma ambulância.
"Foi negligenciado, meu filho foi. Meu filho não tem o direito de ter uma maca, meu filho ficou em um assoalho, isso eu nunca vou esquecer. Meu filho morreu em cima de um assoalho, ele não teve direito de morrer em cima de um colchão", disse Andreia.
Agora, a mãe da vítima cobra que os responsáveis sejam punidos e que mudanças sejam feitas para que esse tipo de caso não se repita. “O sentimento da perda nunca vai ser bom, não importa se é filho, irmão, pai, mãe, não importa. A dor do luto é muito difícil. Mas o que eu quero deixar bem claro para as redes públicas, é que dê suporte a obesos, para que outras mães não venham passar o que eu passei.”
Fonte: Yahoo Notícias
Germinal é o primeiro açude cearense a sangrar em 2023
O ano de 2023 chega ao seu sexto dia e já registra o primeiro açude atingir sua capacidade máxima e sangrar no Ceará neste ano. O Germinal, reservatório da cidade de Palmácia, atingiu sua cota máxima nesta sexta-feira, 6. O açude é capaz de armazenar 2.107 metros cúbicos (m³) de água.
Quando comparado aos demais açudes do Estado, o Germinal tem baixa capacidade e frequentemente está armazenando quantidades próximas ao seu limite. O menor volume já registrado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) foi de 77,2% em 30 de dezembro de 2021.
Atingiu capacidade máxima de 22 de janeiro de 2022. Desde então, o açude oscila entre 98% e 100% do volume de água que consegue armazenar.
Outros três reservatórios estão na iminência de sangrarem: Caldeirões, em Saboeiro; Rosário, em Lavras da Mangabeira e, o Aracoiaba. Conforme o Portal Hidrológico do Ceará, os três estão com volumes acima de 90%.
No outro extremo, 69 açudes cearenses estão com volumes abaixo de 30%.
Atualmente, as reservas hídricas do Ceará estão em 5.783 hectômetros cúbicos (hm³). O volume equivale a 31,2% da capacidade total do Estado.
Fonte: O Povo


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