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sábado, 16 de julho de 2022

Saiba quem era Fabiano Garcia, policial que matou seis familiares no Paraná

Nas redes sociais, Fabiano costumava compartilhar fotos em família

Fabiano Júnior Garcia, policial que matou seis familiares, incluindo a esposa, no Paraná

Fabiano trabalhava na PM há 12 anos e teria trabalhado normalmente horas antes de cometer os crimes

O policial militar Fabiano Júnior Garcia - que cometeu oito assassinatos, incluindo o de seis familiares, antes de se matar, na noite de quinta-feira (14) - tinha 37 anos, e vivia em Toledo, no Paraná. Ele nasceu em São Miguel do Iguaçu, também no Paraná.
Fabiano trabalhava na PM há 12 anos e teria cumprido o expediente normalmente nesta quinta, horas antes de cometer os crimes.

PUBLICAÇÕES NAS REDES SOCIAIS - Nas redes sociais, Fabiano costumava compartilhar fotos em família: a esposa Kassiele Moreira Mendes Garcia, de 28 anos; os filhos Miguel Augusto da Silva Garcia e Kamili Rafaela da Silva Garcia, de 4 e 9 anos; e a enteada Amanda Mendes Garcia, de 12. Fabiano e Kassiele eram casados desde 2012. Todos foram assassinados pelo policial.
No último dia 12 de julho, quando fez a última publicação no Facebook, Garcia deu a entender que passava por momentos difíceis.

ENTENDA O CRIME - De acordo com informações da PM, o agente de segurança deixou o plantão por volta das 19h desta quinta.
A PM aponta a hipótese que, ainda em Toledo, o homem tenha matado a esposa e a filha de 12 anos. Em seguida, a suspeita é que ele tenha se dirigido para Céu Azul, onde matou os outros dois filhos que moravam com a avó materna.
Em seguida, segundo os órgãos de segurança, o homem retornou para Toledo, onde tirou a vida da mãe dele e de um irmão. Além disso, dois jovens aleatórios que estavam passando pela região, de 17 e 19 anos, também foram assassinados.
A morte do adolescente de 17 anos foi flagrada por uma câmera de segurança. Nas imagens, Kaio Siqueira da Silva está caminhando na rua e é abordado pelo soldado. Ele se aproxima do carro em que Fabiano estava e a dupla conversa. Momentos depois, ele é baleado.
O comando geral da Polícia Militar, informou que o agente enviou diversas mensagens para os familiares no intervalo entre as mortes.
"Os oficiais tentaram localizá-lo, foi mandado reforço para lá. Ele falou para um oficial que estava fugindo para Foz do Iguaçu, o que não era verdade. Foi tentado de todas as formas para dar voz de prisão a ele".

VEJA LISTA DE VÍTIMAS DIVULGADA PELA PM

Kassiele Moreira Mendes Garcia, esposa, de 28 anos

Miguel Augusto da Silva Garcia, filho, de 4 anos

Kamili Rafaela da Silva Garcia, filha, de 9 anos

Amanda Mendes Garcia, enteada, de 12 anos

Irene, mãe, de 78 anos

Claudiomiro, irmão, de 50 anos

Kaio Siqueira da Silva, desconhecido do PM, 17 anos

Luiz, desconhecido do PM, 19 anos

Cearense passa no vestibular para medicina aos 64 anos: 'Quero ajudar as pessoas

O enfermeiro aposentado Francisco Almir Freitas foi aprovado aos 64 anos no curso de medicina de uma faculdade particular do município de Quixadá, no interior do Ceará. Com previsão de se formar aos 70 anos, ele afirma que o seu maior sonho é atuar na profissão pelo menos até os 80 para cuidar das pessoas. Ao g1 ele falou da preparação e das expectativas para os próximos anos de graduação.

Almir já é formado em enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará (Uece). Ele se aposentou trabalhando no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), mas ainda trabalha como enfermeiro no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), em Fortaleza. A decisão de cursar medicina, contudo, já é uma vontade antiga.

Com a carreira que tenho posso dizer que não é mais por dinheiro que decidi ingressar na medicina. Meu objetivo é ajudar as pessoas, é meu sonho e também o sonho da minha mãe quando ainda era viva", disse.

A rotina de estudos de Almir foi intensa nos últimos quatro anos, desde que se aposentou da UFC, em 2018. A preparação teve cursinho e aulas com professores particulares, videoaulas e resolução de exercícios com uma dedicação que acontecia de domingo a domingo, muitas vezes passando de meia-noite.

"Durante todo esse tempo, além de não ter deixado de trabalhar no Hemoce, prestei vestibular para outras faculdades e fiz o Enem. Inclusive fui aprovado em medicina em duas faculdades do Rio de Janeiro e em outra de Santa Catarina, mas não fui por causa da distância que ficaria da minha família. Minha rotina era estudar durante a tarde e à noite, mesmo no fim de semana, seja presencial ou online. Tinha os momentos de lazer sim, mas tudo controlado", explica.


Mudança para Quixadá

Morador de Fortaleza, Almir agora terá de se mudar para a cidade de Quixadá, a 167 km da capital cearense. Para ele, tudo se encaixou como deveria, pois vai poder continuar trabalhando como enfermeiro mesmo na cidade onde vai estudar pelos próximos seis anos.

"Não tive problemas em conseguir minha transferência para a unidade do Hemoce de Quixadá, onde seguirei trabalhando durante o dia e cumprir minhas 20 horas semanais de serviço durante a noite. Minha mulher é servidora no município de Boa Viagem. A gente já passava a semana sem se ver, teremos os finais de semana em Fortaleza para estar em família, isso não será problema", frisou.

O aposentado tem orgulho de dizer que é inspiração para os três filhos e acredita que a experiência profissional de mais de 35 anos na área da saúde é um motivo a mais para se dedicar todos os dias à medicina nos próximos anos.

"Estou me sentindo muito feliz, eram só nove vagas e fiquei justamente com a última vaga para o curso. Meu presente de 64 anos foi receber o resultado da aprovação justo no dia do meu aniversário. Já no dia da matrícula fui muito bem recepcionado pelo pessoal da faculdade. Peço a Deus que me dê saúde, disposição para terminar o curso e fazer o que mais desejo: ajudar pessoas", finaliza.

(G1/CE)

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