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sábado, 3 de novembro de 2018

Witzel e Flávio Bolsonaro vão a Israel comprar drone que faz disparos

O futuro governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) vão viajar, juntos, a Israel. A viagem, programada após convite, ainda não tem data estabelecida.

Os dois pretendem conhecer um modelo de drone equipado com uma arma, capaz de atirar enquanto sobrevoa uma região. O equipamento, usado pelas forças israelenses em ações na fronteira com os territórios palestinos, pode ser utilizado em operações de segurança no Rio. Witzel e Flávio Bolsonaro querem, ainda, obter informações sobre um equipamento de leitura facial que pode ser instalado nos transportes públicos do estado.

No primeiro encontro entre os dois depois da eleição, na quarta-feira, Witzel recebeu do futuro senador o apoio à sua proposta de incentivar o "abate" de criminosos que estejam portando armas como fuzis.

A última vez em que o "abate" foi posto em prática no Rio foi em setembro de 2009, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, um bandido foi morto depois que fez uma mulher refém em uma farmácia. Ele roubou um carro e, na fuga, entrou no comércio e fez a dona do estabelecimento de escudo, ameaçando-a com uma granada. Acabou morto por um um tiro de fuzil, disparado do alto de um prédio, por um um sniper, um oficial da PM, lotado na época no Bope.

Na parede

Witzel ofereceu, mas Flávio recusou a participação de seu partido no governo.

E fez um único pedido: que o futuro governador não colabore para o PT ocupar qualquer espaço de poder no estado.

Para atender ao aliado mais importante — a quem, em última análise, deve seu mandato — Witzel não poderá mais manter a neutralidade na eleição do presidente da Assembleia Legislativa. Terá que se posicionar contra André Ceciliano (PT).

Fonte: Extra Globo

Por não pagar dívida, Justiça determina apreensão do passaporte de Ronaldinho Gaúcho

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou a apreensão dos passaportes do jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão e empresário Roberto Assis Moreira. A decisão foi tomada pela falta de pagamento de uma dívida por dano ambiental na capital gaúcha, Porto Alegre.

A decisão foi tomada porque a Justiça encontrou diversas dificuldades para intimar os acusados. “Apesar de fotografados rotineiramente, em diferentes lugares do mundo, corroborando o trânsito internacional intenso mediante a juntada de Certidões de Movimentos Migratórios, os recorrentes, curiosamente, em seu país de origem, possuem paradeiro incerto ou não sabido”, escreveu o relator do caso, desembargador Newton Fabrício.

Ronaldinho, o irmão e a empresa Reno Construções e Incorporações foram condenados pela construção irregular de um pier com estrutura de pesca e atracadouro na orla do rio Guaíba. De acordo com o Ministério Público do estado, a instalação ocorreu em uma área de preservação permanente. A condenação é de 2015.

Na sentença, o desembargador determinou o cumprimento do pagamento de multa e de medidas estabelecidas na condenação original que ainda não foram cumpridas. Os valores das multas e indenizações chegam a mais de R$ 8,5 milhões. De acordo com a Justiça gaúcha, os réus não foram encontrados para o cumprimento das sentenças.

Para o desembargador, Ronaldinho e o irmão promovem uma conduta reiteradamente omissiva. O magistrado lembrou que as citações e intimações aos irmãos só foram possíveis porque os oficiais de Justiça foram à Assembleia Legislativa do RS durante sessões da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho.

Renan Melo Xavier
Fonte: Metropoles

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