O indígena José Acácio Serere Xavante, que se apresenta como cacique do Povo Xavante, divulgou uma carta em que pede desculpas a autoridades e ao povo brasileiro e diz que nunca defendeu uma “ruptura democrática” no país. As informações foram obtidas pelo blog de Fausto Macedo, do Estadão.
Serere foi preso em dezembro do ano passado acusado de participar e liderar atos antidemocráticos após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. A prisão dele ocasionou uma série de atos de vandalismo em Brasília (DF).
"Entendo que o amor, o perdão e a conciliação são os únicos caminhos possíveis para a vida em sociedade", afirma no texto divulgado nesta quinta-feira (5).
Em 12 de dezembro, após a prisão de José Acácio, extremistas tentaram invadir a sede da Polícia Federal, em Brasilia, depredaram carros e ônibus, além de prédios públicos e privados, criando um cenário de terrorismo na capital federal. Pelo menos 40 envolvidos nos protestos violentos já foram identificados.
Na carta, Serere autoriza apenas seus advogados Jéssica Tavares, Pedro Coelho e João Pedro Mello a falarem em nome dele, para evitar “qualquer atuação leviana” e “divulgação de mentiras”.
O indígena ainda reconhece ter errado ao apontar uma suposta fraude nas urnas eletrônicas e disse ter assumido a narrativa com base em “informações erradas fornecidas por terceiros”.
"Na verdade, não há nenhum indício concreto que aponte para o risco de distorção no resultado às urnas, ou na vontade do eleitor brasileiro", escreveu.
Finalmente, o apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pede desculpas ao “povo brasileiro”, ao presidente Lula (PT), e até ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: Yahoo Notícias
Sexta mulher é assassinada no Ceará em apenas quatro dias.
Mais uma mulher foi vítima de violência no Ceará. Um homem de 43 anos foi preso em flagrante suspeito de matar a própria companheira, uma mulher de 52 anos, em São João do Jaguaribe, no interior do estado. O suspeito foi capturado na manhã desta quarta-feira (4), horas após o crime. Esta é a sexta mulher assassinada no Ceará em apenas quatro dias.
A vítima foi morta com golpes de faca provocados por um objeto perfurocortante em um imóvel da região. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o homem suspeito de cometer o crime foi capturado por equipes da Polícia Militar do Ceará e conduzido, em seguida, à Delegacia Municipal de São João do Jaguaribe.
O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio.
Mulheres vítimas de violência
Outras quatro mulheres foram encontradas mortas no Ceará entre domingo (1º) e terça-feira (3). Os crimes ocorreram nas cidades de Paracuru, Morrinhos e Novo Oriente, todas no interior do Estado.
Dois crimes tiveram circunstâncias parecidas: as vítimas ficaram desaparecidas e dias depois os corpos foram localizados. Sobre o terceiro caso, que resultou na morte de duas garotas, a Secretaria da Segurança não divulgou informações sobre as circunstâncias do crime.
No caso de Morrinhos, dois homens foram presos, entre eles, um vizinho da vítima. Já os demais casos são investigados pela Polícia Civil.
Fonte: g1


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