Discussão teria começado por causa de uma novela e se estendeu para a guarda do filho - Acusado negou agressão e disse que companheira faz uso de medicação controlada, e que, por isso, seria 'doida' - Ele foi preso por tortura, violência doméstica, sequestro e cárcere privado
Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na última quarta-feira (30) acusado de torturar a namorada de 49 anos por quase 24 horas em uma casa na Vila Romana, na Zona Oeste de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, a discussão teria começado por causa de uma novela e se estendeu sobre a guarda do filho do casal.
O acusado e a vítima estavam na calçada quando a polícia chegou ao endereço. Ao ver a viatura, a mulher, que é professora, disse à polícia que tinha sido violentamente agredida. Ela tinha hematomas nos braços e nas pernas e estava com o rosto machucado, com sangramento perto de um dos olhos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o acusado negou a agressão, afirmando que a companheira faz uso de medicação controlada, e que, por isso, seria “doida”.
A mulher foi encaminhada pelos policiais ao Pronto-Socorro da Lapa e foi submetida a procedimentos médicos no hospital, como tomografia. Depois, foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer exame de corpo de delito.
O homem seguiu com os policiais para a 4ª Delegacia de Defesa da Mulher. Ele foi acusado de tortura, violência doméstica, sequestro e cárcere privado.
Ameaça de morte - De acordo com o depoimento da mulher à polícia, desde a noite de terça-feira (29) ela vinha sendo agredida física, verbal e psicologicamente pelo então companheiro, inclusive durante o banho. Ela relatou que ele bateu e prensou a cabeça dela contra a cama, contra o guarda-roupa e contra o chão de um dos cômodos da casa, lhe deu chutes na perna e lhe segurou com força pelos pulsos e pelos braços.
Ainda de acordo com relatos da vítima, o autor costumava usar uma arma de choque e dizia que ele e dois irmãos dela iriam matá-la. A professora também contou que, durante a agressão, o acusado não permitiu que ela saísse de casa sem ele e nem usasse o celular.
A vítima relatou que na quarta-feira (30), o agressor deu continuidade à briga, mas, desta vez, porque queria obter informações sobre o processo envolvendo a guarda do filho, que está sob os cuidados de uma advogada que é amiga da mulher.
Durante o interrogatório, o homem confessou ter provocado os hematomas nos braços e pernas da vítima, confirmando que a discussão se iniciou por causa de uma novela.
Foi solicitada medida protetiva para a vítima e representação da denúncia contra o agressor, que passou por audiência de custódia nesta quinta-feira.
Ex-namorado condenado por matar bailarina cearense em SP é preso em Fortaleza após quase 5 anos do crime
Anderson Rodrigues Leitão, de 32 anos, foi condenado a 11 anos de prisão pelo crime - Ele estava foragido desde que conseguiu fugir de uma unidade prisional de São Paulo, em abril deste ano
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (1º), Anderson Rodrigues Leitão, de 32 anos, condenado a 11 anos de prisão pela morte da ex-namorada, a dançarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira. O acusado foi encontrado no Bairro Barroso, em Fortaleza.
O homem havia fugido em abril deste ano de uma unidade prisional paulista, onde cumpria pena no sistema semiaberto.
O crime aconteceu em novembro de 2015, quando a bailarina foi encontrada morta no apartamento em que morava no Sacomã, na Zona Sul de São Paulo. Anderson Rodrigues Leitão foi preso no mesmo dia do homicídio da ex-namorada, na mesma região. O acusado confessou cometeu o crime por ciúmes.
Ainda em depoimento, Anderson também confessou à polícia ter matado a dançarina estrangulada e disse ainda que tomou veneno de rato para morrer abraçado com a ex-namorada. Ele vai responder por homicídio e ocultação de cadáver.
Zeladores acharam corpo - Segundo o boletim de ocorrência, os zeladores do prédio sentiram um cheiro forte vindo do 5º andar. Eles tocaram a campainha do apartamento onde Ana Carolina morava, mas ninguém atendeu.
Os zeladores perceberam que a porta estava destravada e entraram chamando pelos moradores. Então, encontraram o corpo de Ana Carolina na cama do quarto, coberto. As janelas estavam fechadas, havia um ventilador ligado e muitos incensos acesos. A polícia diz que o corpo tinha sinais de violência. A dançarina teria morrido há pelo menos três dias.



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