O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (19), que determine a divulgação ampla das mudanças em mais de 400 locais de votação para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25). A solicitação busca garantir que os eleitores sejam informados a tempo sobre os novos endereços.
O pedido foi apresentado após os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) comunicarem que cerca de 130 mil eleitores de 22 estados brasileiros terão de votar em locais diferentes daqueles inicialmente previstos.
Entre as medidas sugeridas pelo MPE estão o envio de notificações pelo aplicativo e-Título, a publicação de avisos nos sites da Justiça Eleitoral e a divulgação das alterações em emissoras de rádio e televisão e nas redes sociais. O órgão também solicita a instalação de cartazes nos antigos locais de votação, com informações sobre os novos endereços.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, o intervalo reduzido até o segundo turno exige ações de comunicação para que os eleitores afetados tomem conhecimento das mudanças antes de comparecer às urnas. A iniciativa pretende reduzir possíveis prejuízos à participação eleitoral.
De acordo com os TREs, as alterações ocorreram por diferentes motivos, como impactos das chuvas, problemas no fornecimento de energia elétrica, riscos estruturais nos locais anteriormente utilizados e melhorias de acessibilidade para pessoas com deficiência. Novas mudanças de endereço ainda poderão ser determinadas pela Justiça Eleitoral.
Campanhas eleitorais de 2026 já declararam R$ 288,7 milhões em gastos com a Meta

As campanhas eleitorais de 2026 já declararam pelo menos R$ 288,7 milhões em despesas com serviços da Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp. O valor, levantado a partir dos dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representa mais que o dobro do registrado na eleição nacional de 2022.
Segundo o levantamento, a Meta é a empresa que mais recebeu recursos diretamente das campanhas eleitorais até o momento. Em 2022, os candidatos declararam R$ 129 milhões em despesas com a plataforma. Em 2018, o total havia sido de R$ 22,7 milhões.
Os números de 2026 ainda são parciais. Os candidatos que disputaram o primeiro turno têm até 3 de novembro para apresentar a prestação de contas final, enquanto aqueles que participaram do segundo turno devem declarar todos os gastos até 14 de novembro.
A participação da Meta nas despesas eleitorais também cresceu ao longo dos anos. Em 2018, os recursos destinados à empresa representavam 0,7% do total gasto pelas campanhas. O percentual passou para 1% em 2020, 1,9% em 2022 e 3% em 2024. Nos dados parciais de 2026, a participação já chega a 6%.
Os pagamentos incluem serviços como anúncios, impulsionamento de publicações e verificação de contas. O impulsionamento, modalidade de publicidade paga para ampliar o alcance de conteúdos nas redes sociais, também ganhou espaço nos orçamentos eleitorais: sua participação nos gastos totais das campanhas passou de 2,5% em 2018 para 8,9% em 2026, considerando os dados disponíveis até o momento.
Pelas regras eleitorais, apenas candidatos, partidos e coligações podem contratar impulsionamento para propaganda eleitoral. A legislação também proíbe o pagamento a influenciadores para promover candidaturas, inclusive por meio de publicações publicitárias, e impede que manifestações espontâneas de apoio sejam impulsionadas ou monetizadas.

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