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sábado, 10 de outubro de 2026

Mega-Sena acumula para R$ 112 milhões

 


Foto Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.068 da Mega-Sena, realizado nesta última quinta-feira (8). O prêmio acumulou novamente e está estimado em R$ 112 milhões para o próximo sorteio. 

Os números sorteados são: 07 - 10 - 39 - 40 - 43 - 5762 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 51.808,94 cada.

4.884 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.084,10 cada.

Apostas

O próximo concurso acontece domingo (11), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília) de sábado (10), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Com informações da Agência Brasil.

Inteligência artificial pode prever risco de AVC, doença que mata quase 100 pessoas por mês no Ceará

Foto Tunatura/Shutterstock.
Dor de cabeça intensa, alteração na visão e dificuldade para andar. Esses foram os primeiros sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) vividos pela professora cearense Vanderly da Silva Feitosa, de 53 anos, recentemente. 

A doença é uma das principais causas de mortes, incapacitações e internações no mundo, segundo o Ministério da Saúde (MS), e é caracterizada pelo rompimento ou entupimento de vasos que levam sangue ao cérebro, o que provoca a paralisia da área afetada pela falta de circulação.

Apesar do susto, a docente sobreviveu sem sequelas. No entanto, a gravidade do quadro exigiu que ela permanecesse quatro dias internada em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Fortaleza. O caso aconteceu cerca de um ano após Vanderly perder uma irmã para a mesma condição.

Embora ambas tenham sofrido acidentes vasculares, foram de tipos diferentes. A professora foi acometida por um AVC isquêmico, que é mais comum e caracterizado pela obstrução de uma artéria. Já a familiar dela teve um AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de um vaso cerebral e, ainda que represente apenas 15% dos casos, é mais letal.

O falecimento da irmã de Vanderly foi um dos 1.447 registrados no Ceará em 2025, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). A tendência parece se repetir nos números da Pasta deste ano: de janeiro a 7 de setembro, 816 pessoas morreram devido à doença, o que equivale a quase 100 óbitos ao mês no período.

Quando se trata de AVC, o MS aponta que há um fator determinante: o tempo. Quanto mais rápido for realizado o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de recuperação completa do paciente.

IA pode acelerar identificação da doença

Para combater este desafio, o neurologista João Brainer, vice-presidente da Comissão de Inovação e Tecnologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), destaca o papel da inteligência artificial (IA) na aceleração do tempo de reação ao diagnóstico.

A frase ‘tempo é cérebro' significa que cada minuto que o cérebro passa sem receber o tratamento adequado representa a morte de neurônios, que chegam na monta de 100 mil a cada minuto. Portanto, ter tecnologias que facilitam a interpretação de exames é fundamental para economizar neurônios e diminuir a chance de perda neuronal. Menos neurônios perdidos, melhor recuperação funcional desse paciente."

À coluna, o especialista explica que a inovação tecnológica está concentrada principalmente na interpretação de exames de imagem, como tomografias, ressonâncias e perfusão, comumente usados para diagnosticar a doença.

“Ela não só identifica elementos que o olho humano não seria capaz, como também faz interpretações de uma forma muito mais ágil, facilitando a redução do tempo de atendimento ao AVC, que é cardinal", detalha o médico.

Como a ferramenta é alimentada com informações de outros pacientes, ela pode usar esse conhecimento para avaliar qual pode ser o melhor prognóstico para cada indivíduo, a partir de casos semelhantes.

Na prática, Brainer explica que a tecnologia pode analisar, por exemplo, se vale a pena fazer um determinado procedimento ou submeter o indivíduo a uma outra modalidade de tratamento.

"Além disso, a inteligência artificial aparece fazendo predições de complicações, como, por exemplo, a chance do paciente ter uma pneumonia pós-AVC, evoluir com dor, espasticidade – que é uma contratura forçada do músculo do lado que foi envolvido pelo AVC –, assim como até avaliar a voz dele e rastrear se tem disfagia, que é a dificuldade de engolir, uma complicação comum pós-AVC”, ilustra.

Com informações do Diário do Nordeste.

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