
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a dar andamento à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre possíveis relações entre ministros da Corte e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A decisão foi tomada na terça-feira (22). Segundo Zanin, não foram apresentados elementos suficientes para justificar uma intervenção urgente do Supremo no funcionamento do Legislativo. O ministro também apontou a necessidade de provas inequívocas de eventual omissão inconstitucional em ações desse tipo.
Na avaliação apresentada na decisão, o requerimento possui relação com uma solicitação anterior de CPI sobre o Banco Master. Para Zanin, a inclusão de pessoas específicas como alvos da investigação não seria suficiente para caracterizar um fato novo e independente. Apesar de negar a liminar, ele manteve o processo em tramitação.
O ministro determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seja notificado para prestar esclarecimentos. Depois dessa etapa, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá se manifestar, seguida da análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso poderá ser levado posteriormente ao julgamento do colegiado.
Na ação, Alessandro Vieira afirma que o pedido de CPI recebeu 41 assinaturas, número necessário para o protocolo, mas permanece sem encaminhamento há quase seis meses. A comissão pretende investigar possíveis relações pessoais, financeiras ou funcionais entre Daniel Vorcaro e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de verificar se esses vínculos tiveram influência na atuação dos magistrados.
João Cabral responde por 12% do total de 453 homicídios no Juazeiro em cinco anos

Um levantamento exclusivo feito pelo Portal M1 revela que o bairro João Cabral lidera o número de assassinatos nos últimos cinco anos em Juazeiro com média de 10,8% a cada ano. O setor de estatística desse portal de notícias tomou por base o período de janeiro de 2021 até dezembro do ano passado quando 453 homicídios foram registrados em Juazeiro com média de 90,6 a cada ano. Foram 103 em 2021; um total de 76 no ano posterior; 81 em 2023, além de 98 no ano seguinte e 95 ano passado.
Em meio a essa matança o João Cabral desponta com 54 assassinatos ou 11,92% do total, sendo dez seguidamente em 2021 e 2022, mais oito em 2023 e treze nos anos de 2024 e 2025 cada. Em segundo lugar, aparecem o Frei Damião e o Triângulo com 41 homicídios (9% cada) e, na terceira posição, o Santa Tereza com 32 (7%). Na quarta colocação o bairro Timbaúbas com 25 (5,5%) seguido por Campo Alegre e Pedrinhas com 21 homicídios ou 4,6% para cada um.
O Portal M1 contabilizou a matança na cidade e zona rural de Juazeiro nesse intervalo de cinco anos. Confira os demais: Bairros Antonio Vieira, Pio XII, Salesianos e São José (16 homicídios cada), Pirajá (15), Jardim Gonzaga (13), Tiradentes (11), Aeroporto (10), Romeirão (09), Horto e Socorro (08 cada), Franciscanos (07), Carité, Lagoa Seca, Limoeiro e Vila Três Marias (06 cada) e o Sítio Gavião com cinco homicídios.
Já os bairros Betolandia, Juvêncio Santana e o Sítio Logradouro aparecem com 04 cada, Centro, Professora Geli de Sá Barreto, José Geraldo da Cruz, Monsenhor Murilo e Vila Fátima (03 cada), enquanto o bairro São Miguel e os Sítios Retiro e Sabiá (02 cada). Com apenas um homicídio os bairros Cidade Universitária, Leandro Bezerra, Planalto, a Penitenciária, e os Sítios Barro Branco, Carneiros, Catolé, Chumbada, Jurema, Mucambo e Tabuleiro. Apenas os bairros Lagoa Seca e Salgadinho não registraram homicídios nesse intervalo de tempo.
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