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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Ceará tem a segunda maior expansão do rendimento real do trabalho no Nordeste

 


Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O rendimento real médio habitual do trabalho no Ceará cresceu 11,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano anterior.

O avanço coloca o Estado ao lado da Bahia entre os maiores crescimentos do Nordeste, atrás apenas de Sergipe, que registrou alta de 13,5%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e integram a edição de setembro do Boletim Macro Regional, elaborado pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O rendimento médio cearense passou de R$ 2.446 no segundo trimestre de 2025 para R$ 2.727 em igual período de 2026.

O resultado também foi positivo em relação ao trimestre imediatamente anterior: entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, houve crescimento de 2,7%, o maior avanço trimestral entre as unidades federativas nordestinas analisadas.

O desempenho contrasta com a média regional. No Nordeste, o rendimento real médio recuou 1,2% no trimestre, mas acumulou alta de 4,9% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

No Brasil, a queda trimestral foi de 1,5%, enquanto o crescimento anual ficou em 2,8%.

Apesar do avanço, o Ceará ainda apresenta rendimento médio inferior ao de outros estados da Região. O boletim destaca que o principal traço é a heterogeneidade.

“Alguns estados mantiveram ganhos anuais expressivos, enquanto outros já registram redução do poder de compra médio do trabalho”, aponta o documento.

Com informações do O Povo.

74% dos alunos autistas das redes municipais do Ceará têm acesso a atendimento especializado

Foto: Kid Júnior.
Ainda que crianças autistas já tivessem o direito à educação e ao apoio especializado garantidos por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE) há quase 20 anos, com o decreto nº 6.571/2008, uma mudança importante na forma como o ensino para alunos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) é pensado ocorreu apenas em outubro de 2025, quando a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) foi instituída no Brasil.

Prestes a completar um ano, o diferencial da Pneei foi focar não apenas no aumento de matrículas, mas também na consolidação da aprendizagem dessas crianças e adolescentes. Além disso, a política inclui expressamente estudantes que estejam no espectro autista, além de alunos com altas habilidades ou superdotação, para além de crianças e adolescentes com deficiência. No entanto, será que essas políticas educacionais são suficientes para garantir a verdadeira inclusão de crianças autistas?

No Ceará, segundo levantamento feito pelo Diário do Nordeste junto ao Ministério da Educação (MEC), 126.106 matrículas das redes municipais são de estudantes da educação especial. Dessas, 89.828 são de crianças autistas, que se tornaram um dos focos de atenção do Atendimento Educacional Especializado (AEE) nos últimos anos, diante da alta no número de diagnósticos com o avanço do debate sobre o tema.

Ao todo, 74,1% dessas crianças são beneficiadas pelo AEE, que prevê uma série de atividades e recursos pedagógicos para auxiliar na escolarização.

Segundo dados do Censo Escolar 2025, 96,6% das escolas municipais do Ceará têm estudantes da Educação Especial, e 87,5% delas possuem itens de acessibilidade elencados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no Censo Escolar.

Na educação básica, uma das redes de ensino que se destaca no atendimento a crianças que necessitam de AEE está a de Fortaleza, que possui a terceira maior matrícula de estudantes da Educação Inclusiva do Brasil, segundo o Censo Escolar 2025, e oferece o atendimento especializado em 100% das escolas municipais

Com informações do Diário do Nordeste.

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